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Esqueceu ou perdoou?

Para algumas pessoas, esquecer e perdoar são uma coisa só. Acreditam que esquecer o que aconteceu, não falando mais sobre o assunto, significa que houve o perdão e que tudo está resolvido. Ledo engano. Esquecer uma situação e evitar falar sobre ela pode até funcionar por algum tempo. No entanto, em um momento delicado como o de uma discussão, é bem provável que não apenas o conteúdo esquecido reapareça, mas todos os ressentimentos envolvidos. Se isso acontece, não há mais como esconder: não houve o esquecimento, mas o ocultamento de uma situação ainda mal resolvida.

A verdade é que, exceto que se tenha um problema de memória, não é possível esquecer uma situação que nos magoou. Evitar falar e pensar sobre o assunto parece uma boa estratégia, pois nos distancia daquilo que nos faz sofrer. Aliás, ficar o tempo todo repetindo e relembrando o que aconteceu, não ajuda em nada. Por outro lado, se esse ocultamento nos afasta do sofrimento, afasta-nos também da possibilidade de entender e resolver a situação. A capacidade de perdoar não está na condição de esquecer, mas de recordar de uma ofensa sem deixar que essa interfira na qualidade do relacionamento com aquele que ofendeu. Para encerrar, deixo no ar a pergunta que intitula esse texto. E então, esqueceu ou perdoou? Um fraterno abraço e até a próxima.

Luciene Morais Batista é graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Realiza atendimentos clínicos em seu consultório particular, situado nessa mesma cidade.Trazer a psicologia para mais perto dos leitores através de textos que relacionem esse conhecimento ao cotidiano é o objetivo de sua coluna.

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