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Quando eu era menino, trabalhei na fazenda do saudoso Totonho Luiz, pai do Joãozinho da Padaria, pai da Dra. Marlene dentista, pai do Zé Luciano, da Marli, da Marlene. A fazenda dele era seguindo para Lagoa da Prata.

De lá, eu saía cedo conduzindo a carroça e um burro e uns 150 litros de leites. Eu seguia para a cidade e entregava o leite na Nestlé, hoje Copersam.  Deixando o leite na Nestlé, eu descia à casa do Sr. Totonho Luiz, que era ali próximo à cadeia, a saudosa Dona Aparecida – irmã do saudoso Delfino da Rodoviária, o famoso “páia roxa” – já ‘tava’ preparando um panelão de almoço para eu levar para roça para os peões almoçarem.

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Nesse meio tempo eu tinha que esperar a Dona Aparecida preparar a panela de almoço para a turma. E o João (João do Totonho Luiz) tinha me pedido: “Ô Zé Antônio, ‘cê’ chegando na minha mãe, vai pular o muro, pular no meu quintal. Tem um galinheiro lá, daí você pega duas galinhas e traz para a roça junto com almoço! Você pega a galinha carijó e a garnizé!”.

E assim eu fiz. Quando eu fui pegar as duas galinhas, saíram três do galinheiro e voaram para o quintal do vizinho e eu voei atrás. O vizinho era o saudoso Sr. Antônio do Américo (pai do Américo vereador). Eu dei uma cambota no quintal do Sr. Antônio Américo atrás da galinha. Ele também tinha um galinheiro e as galinhas se misturaram. Virou aquela mexida no terreiro! Nisso, o Sr. Antônio Américo ao ver aquele mexida não me reconheceu e veio atrás de mim. Ele atrás de mim e eu atrás das galinhas! Eu estava passando um aperto danado!

Eu não tinha como explicar para ele que eu estava pegando as galinhas do João do Totonho Luiz. O Sr. Antônio achou que eu estava era roubando as galinhas dele. Teve uma hora que ele me acertou uma abordoada nas costas com um porrete. Não dei conta de pular o muro, até  que driblei ele, entrei na porta da cozinha e fui para a rua.

Cheguei na casa da Dona Aparecida e ela me perguntou: “Por que você está desse jeito, Zé Antônio, com esses calombos roxos? Cadê as galinhas do João?”

Eu disse: “Não sei. Eu vou é embora para roça. Arruma o almoço aí para nós”.

Fui para a roça. Eu, a carroça e o burro. Era estrada de chão. Chegando na roça do Sr. Totonho Luiz novamente com a panela do almoço (eu já tinha assaltado uns pedaços de carne da panela no caminho), fui explicar o que aconteceu com as galinhas. Até que eu consegui explicar que focinho de porco não é tomada, eles riram demais. Aí o Totonho e o João conversaram com o Sr. Antônio Américo. O trem virou um rebuliço danado.

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