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Em meu último texto discorri sobre alguns fatores que podem interferir para que alguém que inicie um processo de emagrecimento termine engordando ainda mais. Ao final, deixei em aberto o seguinte questionamento: “Se quanto mais eu tento emagrecer mais eu engordo, qual seria então a solução? Devo parar de tentar emagrecer?”. Antes de prosseguir, recomendo que leia o meu primeiro texto, disponível no link http://www.jornalcidademg.com.br/quanto-mais-tento-emagrecer-mais-engordo-artigo/. A resposta para o questionamento acima é: Não! A solução não é parar de tentar emagrecer e sim tentar novamente, mas de um jeito novo! Cabe ressaltar que não me refiro a tentar uma nova dieta ou um novo exercício físico, mas a desenvolver um processo de autoconhecimento que lhe propicie compreender o porquê de suas tentativas não terem funcionado e o que pode ser feito de diferente na próxima vez.
Devo salientar que cada pessoa é única, cada caso é um caso e precisa ser avaliado e considerado de forma particular. Entretanto, o que de comum se percebe é que, ao buscarem pelo emagrecimento, as pessoas desconsideram inúmeros fatores que influenciam tal processo e prestam atenção apenas em dois aspectos: alimentação e atividade física. Outro ponto em comum é que começam a avaliar, por quase todo o seu tempo, a qualidade e quantidade de comida que estão ingerindo, bem como seu empenho e desempenho nas atividades físicas. Isso torna o processo aversivo, gera ansiedade, faz com que fiquem extremamente preocupadas e deixem de vivenciar experiências gratificantes enquanto emagrecem.

É importante esclarecer que a busca pelo emagrecimento não engorda, mas a forma como se busca pelo emagrecimento sim, esta pode acabar engordando! Em linhas gerais, nos casos onde ocorrem o famoso “efeito sanfona”, acontece a seguinte sequência: inicia-se um processo de mudança intenso e sem planejamento na rotina alimentar e, algumas vezes, também na rotina de atividade física. Em pouco tempo surge a perda de peso, consequências como elogios alheios e sentimentos de satisfação e motivação. Em um segundo momento, começa-se a entrar em contato e a sentir literalmente na pele as diversas consequências aversivas oriundas do processo de emagrecimento no qual se está engajado, podendo experimentar, por exemplo, sentimentos de estresse e tristeza.

Por não possuir autoconhecimento, não tem habilidades para compreender e lidar com o que está acontecendo, fazendo os ajustes necessários. Logo, não consegue suportar e sente não ser compensatório a relação entre esforço e ganhos obtidos, desistindo. É neste momento, no momento em que desiste, que começa-se a engordar, retomando os quilos perdidos e ganhando ainda mais peso. Se sente mal e relaciona seu desistir à características de sua personalidade, nomeando-se como culpada, fracassada, etc. O que não é verdade, pois mediante tal situação o resultado mais provável é exatamente este: a desistência. Desistir nada mais é que uma forma de encontrar algum alívio, algum prazer mediante uma experiência tão estressante!

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Para encerrar cabe lembrar que ninguém deita magro e amanhece com sobrepeso! Portanto, não há sentido em querer deitar com sobrepeso e acordar magro. Mudanças de hábitos por si só não são fáceis e, quando feitas de maneira extremada e intensa tornam-se ainda mais difíceis de serem suportadas! A mudança na rotina alimentar e na rotina de atividade física devem acontecer, mas precisam ser gradativas e amenas, de preferência associadas com experiências prazerosas ou, quando isso não for possível, que sejam menos aversivas. Isso aumentará as chances de o indivíduo adaptar-se a elas de forma tranquila, conseguindo não apenas emagrecer, mas manter o peso alcançado, eliminando de uma vez por todas o efeito sanfona de sua vida!

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