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Alessandro Carvalho de Sousa Terapeuta Homeopata CNT 31055/MG e-mail: [email protected]
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O HPV (papilomavírus humano) é um vírus que infecta o ser humano e que pertence a uma grande família. Até o momento, já foram identificados mais de 120 diferentes tipos.

Este vírus, após o contágio, pode permanecer “adormecido” (sem causar lesões), provocar o aparecimento de verrugas (mãos, pés, genitais ou outras localizações) ou induzir o desenvolvimento de câncer.

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O HPV é considerado a principal doença sexualmente transmissível (DST) de etiologia viral. Estima-se que 50 a 75% dos homens e mulheres sexualmente ativos entrem em contato com um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas.

O principal meio de transmissão do HPV é pelo contato sexual com pessoas infectadas. Entretanto, a possibilidade de contaminação por meio de objetos como toalhas, roupas íntimas, vasos sanitários ou banheiras não pode ser descartada.

De forma geral, o organismo pode reagir de duas maneiras:

  • Em um pequeno número de casos, o vírus pode se multiplicar e então provocar o aparecimento de lesões, como as verrugas genitais (visíveis a olho nu) ou “lesões microscópicas” que só são visíveis por meio de aparelhos com lente de aumento. Tecnicamente, a lesão “microscópica” é chamada de lesão subclínica. Sabe-se que a verruga genital é altamente contagiosa e que a infecção subclínica tem menor poder de transmissão, porém esta particularidade ainda continua sendo muito estudada.
  • O vírus pode permanecer “adormecido” (latente) dentro da célula por meses ou anos, sem causar nenhuma manifestação clínica e/ou subclínica. A diminuição da resistência do organismo pode desencadear a multiplicação do HPV e, consequentemente, provocar o aparecimento de lesões clínicas e/ou subclínicas.
  • Independentemente de ter ocorrido manifestação clínica ou não, a maioria dos indivíduos (>90%) consegue eliminar o vírus naturalmente em cerca de 18 meses.
  • Cerca de 10% das pessoas não conseguem eliminar o vírus e possuem a infecção persistente pelo HPV. Estas pessoas têm maior tendência a desenvolver lesões que podem progredir para câncer. Estas lesões podem ser diagnosticadas por exames periódicos dos genitais pelo seu médico e tratadas precocemente antes de se transformar em câncer.
  • O câncer do colo do útero está altamente relacionado ao HPV. No entanto, apenas a infecção pelo HPV não é capaz de provocar este câncer. Esta possibilidade está na dependência de alguns fatores como tipo de HPV, resistência do organismo e genética da pessoa. Menos de 1% das mulheres infectadas pelo HPV desenvolverão câncer do colo do útero. Deve-se ter em mente que este tipo de câncer ou lesões que o antecedem (pré-câncer) podem ser detectados em praticamente 100% dos casos, por exames preventivos muito simples e aos quais todas podem ter acesso: o Papanicolaou e a Colposcopia (aparelho com lentes de aumento para ver lesões muito pequenas).
  • Em condições normais, o tempo de evolução entre o contato com o HPV e o desenvolvimento do câncer do colo do útero dura em média 10 anos. Assim, a probabilidade de uma mulher que realiza exame ginecológico preventivo regularmente ter câncer do colo do útero é extremamente pequena. O tratamento das lesões que antecedem o câncer é simples e efetivo, e o mais importante é que ele impede o desenvolvimento para câncer. Na maioria das vezes é realizado com pequena cirurgia que conserva o corpo do útero, permitindo futuras gestações.

Alguns cuidados são fundamentais na prevenção de qualquer DST como a infecção por HPV ou verrugas genitais:

  • Reduzir o número de parceiros sexuais. Quanto maior o número de parceiros, maior o risco de contrair/transmitir qualquer DSTs, inclusive o HPV e o vírus da AIDS.
  • Uso consistente e correto de preservativos (masculinos ou femininos), para todos os parceiros sexuais, desde o início até o fim da relação sexual. O uso de preservativos reduz muito a probabilidade de se adquirir / transmitir uma DST, inclusive o HPV e o vírus da AIDS. Qualquer DST funciona como fator facilitador na aquisição e transmissão do vírus da AIDS (HIV).
  • Se houver suspeita de que o parceiro sexual tenha qualquer DST é altamente recomendável consultar o médico. Até que isto seja feito, também é recomendável abster-se das relações sexuais com este parceiro, até que o tratamento seja realizado, se for o caso.
  • Não se auto-medicar, pois desta forma a DST pode ser “mascarada”, ou seja, parece que foi tratada mas continua ativa.
  • Não compartilhar objetos de uso íntimo com outras pessoas e fazer higiene de objetos de uso comum antes do uso (exemplo: vaso sanitário).

“O uso de preservativos é o método mais eficaz para redução do risco de transmissão do vírus da AIDS (HIV) e de outros agentes sexualmente transmissíveis, inclusive o HPV”

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