Em discurso no Encontro Estadual de Saúde, prefeito de Samonte fala dos perigos da hipertensão e diabetes

Em discurso no Encontro Estadual de Saúde, prefeito de Samonte fala dos perigos da hipertensão e diabetes

No segundo dia do 3º Encontro Estadual de Saúde, as Redes de Atenção às Condições Crônicas de Saúde, Hiperdia Minas e Mais Vida e a Rede de Saúde Mental,foram apresentadas como desafios estratégicos que o Governo de Minas tem a enfrentar.

Durante a exposição, o gestor municipal de Santo Antônio do Monte, Wilmar de Oliveira Filho, disse que a hipertensão e a diabetes são patologias perigosas, porque são silenciosas. “Temos que nos preocupar em fortalecer a Atenção Primária para oferecer o atendimento adequado ao paciente. Lembrando que o acolhimento humanizado é fundamental para aproximar o paciente e mantê-lo até o fim do tratamento. Muitas vezes o paciente acha que vai sair curado, mas, no caso desses problemas, ele vai ter que aprender a conviver com a patologia, tendo que fazer um acompanhamento para continuar a ter qualidade de vida”, opina.

A coordenadora estadual da Rede Mais Vida, Eliane Bandeira, e a coordenadora estadual do Hiperdia, Flávia Gomes de Carvalho, contextualizaram os programas, falando sobre os objetivos, ações e metas futuras. Além disso, foi apresentada a experiência do município de Santo Antônio do Monte, na região Centro-Oeste do estado, na implantação da Rede Hiperdia Minas.

Dados da Rede Mais Vida apontam que 11,79% da população de Minas Gerais é idosa, ou seja, têm mais de 60 anos de idade, sendo que as mulheres vivem mais, representando 55% da população. Indicam, também, que a esperança de vida ao nascer é de 73,3 anos. Para a coordenadora estadual da Rede Mais Vida, Eliane Bandeira, a transição demográfica acelerada promoveu a elevação da morbidade dessa população. “A Rede Mais Vida propõe um sistema voltado para as condições crônicas, de modo que o idoso tenha autonomia e independência funcional, que seja capaz de realizar as tarefas cotidianas com qualidade”, explica.

O acelerado crescimento populacional também provocou o aumento das doenças crônicas, que atualmente correspondem a 2/3 das cargas de doenças. “A hipertensão e a diabetes são as duas doenças com maior índice de morbidade e mortalidade, 20% da população acima de 20 anos, em Minas, apresenta hipertensão arterial. E ela é responsável por 40% das mortes por Acidente Vascular Cerebral (AVC)”, assinala a coordenadora estadual da Rede Hiperdia Minas, Flávia Gomes de Carvalho.

Netwise O encontro aconteceu esta semana em Belo Horizonte


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