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Rodrigo Tavares Mendonça é psicólogo e atende no Consultório de Psicologia Unitas. Contatos: 99828-6290 (Vivo), 99924-2528 (Tim e WhatsApp) e [email protected]
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A escolha profissional é uma das mais importantes que temos de fazer na vida. Escolher a profissão é construir a própria identidade. “O que você é?”, costumamos perguntar. Ora, somos muitas coisas, mas a profissão define grande parte de quem somos. A identidade profissional diz da posição que a pessoa ocupa na sociedade, da importância que tem para as pessoas ao redor. Ser alguma coisa, em termos profissionais, significa ser algo para os outros, ocupar um lugar na sociedade para fazer acontecer a vida social.

Quando criança, o ser humano precisa que outra pessoa cuide dele. O estado de fragilidade inerente à espécie humana apenas gradualmente vai cedendo espaço para a ação autônoma. Na adolescência, inicia-se a transição para a fase adulta, a pessoa vai assumindo a responsabilidade pela própria vida e passando para a posição de cuidar. E cuidar é oferecer algo ao outro, satisfazer suas necessidades ou desejos, marcar um lugar na sua vida. Da mesma forma, o trabalho é uma forma de marcar um lugar na sociedade e de satisfazer as necessidades ou desejos dos outros. Em outras palavras, de cuidar.

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A decisão que se impõe ao jovem, então, refere-se ao lugar que irá ocupar na sociedade e à identidade que está construindo enquanto adulto, ou seja, passando a cuidar do outro ou oferecer algo para a sociedade. Escolher uma profissão, nessa perspectiva, é dar um passo para ser adulto e exercer um novo papel na vida. Não é de se admirar que a indecisão e a instabilidade emocional sejam reinantes nessa fase.

Soma-se a esse complexo processo de se tornar adulto a imaturidade que está se alongando na contemporaneidade; a adolescência está cada vez maior. A irresponsabilidade, a instabilidade emocional e a dependência financeira que caracterizam o ser adolescente frequentemente se mostram em pessoas de 30 anos. Se há algumas dezenas de anos era comum encontrar pessoas maduras na faixa dos 16 anos, que trabalhavam e cuidavam de suas próprias famílias, hoje isso não acontece.

Para compreender essa questão, é necessário saber que a adolescência não é uma fase demarcada biologicamente, que começa na puberdade, aos 12 anos, e termina ao completar o desenvolvimento físico, aos 18 anos (embora recentes pesquisas tenham descoberto que estruturas complexas do cérebro humano continuam se desenvolvendo até os 25 anos). Pensar assim é negar a construção social que faz a adolescência ser o que é: um acontecimento histórico relativamente recente.

O surgimento da adolescência coincide com o crescimento da demanda por preparação educacional para adentrar ao mundo do trabalho. Falar em adolescência é falar em período de transição, mudança ou transformação pelo qual passa o ser humano, que vai deixando gradativamente a vivência infantil para assumir um novo papel na sociedade. Durante muitos séculos poucas pessoas possuíam este privilégio, um período predeterminado de preparação; a maioria saía da infância diretamente para a fase adulta, com todas as responsabilidades que a fase requer. É uma conquista do século XX a valorização da adolescência como período de preparação para o universo adulto e de desenvolvimento da maturidade emocional.

Para complexificar ainda mais a questão, cito o recente crescimento da quantidade de profissões e da diversidade de campos de atuação em cada uma delas. Isso torna ainda mais difícil a escolha profissional. É diante dessa angustiante situação que o jovem precisa fazer sua escolha.

É no momento de angústia e de falta de informação adequada que se faz necessário buscar ajuda psicológica, por meio da orientação profissional. O processo consiste em ajudar o jovem a conhecer a si mesmo, seus interesses, aptidões e valores e os fatores que influenciam sua escolha e oferecer informações sobre as profissões existentes, as instituições de ensino técnico e superior e o mercado de trabalho. Fazer uma escolha consciente é o melhor passo para acertar o caminho que se quer construir para a própria vida.


Rodrigo Tavares Mendonça é psicólogo e atende no Consultório de Psicologia Unitas. Contatos: 99828-6290 (Vivo), 99924-2528 (Tim e WhatsApp) e [email protected]

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