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A competitividade entre as empresas tem se acirrado cada vez mais para a busca de maior participação no mercado. Ainda que a tecnologia possa ser um diferencial competitivo, é no lado humano que se encontra o crescimento e a evolução dos negócios. Por isso, o alto desempenho de uma empresa está ligado diretamente a qualificação e preparação dos funcionários que nela trabalham, exigindo que o recrutamento de talentos seja sempre uma prioridade e uma prática do dia a dia.

 

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É muito comum vivenciarmos empresas no momento da contratação de funcionários, considerarem a experiência nas funções a serem preenchidas como o ponto de maior relevância para a escolha. No entanto, vejo esse procedimento – pelo menos na maioria das vezes – como inadequado e desnecessário. É claro que existem as profissões e funções onde a experiência é imprescindível. Mas, é necessário ter um olhar mais criterioso e inteligente para a situação.

Sempre que formos contratar um funcionário ou até mesmo um estagiário, o ponto mais importante que considero na seleção dos candidatos a vaga é “brilho nos olhos”. Brilho nos olhos é uma referência ao comportamento empreendedor de um profissional que não se contenta em apenas preencher uma vaga de emprego, mas que está disposto e motivado a contribuir plenamente para o sucesso da empresa, ainda que tenha que se dedicar mais que o necessário e trabalhar com mais energia para bater as metas e atingir os objetivos estipulados.

“Pensar e agir como dono” é também uma característica peculiar do profissional que tem brilho nos olhos, o que lhe faz encarar os problemas da empresa como se fossem seus e só se sente bem quando consegue solucioná-los. E embora sua atitude cause desconforto e contrariedade a alguns colegas, é capaz de energizar positivamente a grande maioria dos membros da equipe para a elevação do desempenho e a efetivação do resultado esperado.

Diante deste entendimento, podemos concluir que é promissor e pertinente dar mais importância na escolha de um profissional com brilho nos olhos do que a um profissional que conte apenas com a experiência. O primeiro ao ser treinado, logo estará pronto a desempenhar sua função com comprometimento e satisfação. Já o profissional com experiência, este poderá carregar alguns vícios do emprego anterior, tornando-o menos propício à cultura da nova empresa. Vale lembrar que há profissionais com experiência e com brilho nos olhos ao mesmo tempo, o que vem potencializar o seu desempenho perante o exercício da função.

Evidente que, antes de tudo, temos que conhecer bem a função a ser preenchida. Se o perfil desta função for operacional, então se requer um profissional com mais habilidades técnicas e concentração. Se o perfil da função for comercial temos que selecionar alguém que tenha vocação e prazer em se relacionar e interagir com pessoas. No entanto, é preciso ficar claro que ambas as funções devem ser preenchidas com pessoas que tenham brilho nos olhos.  Não importa qual seja a função, operacional ou comercial, é preciso que o profissional a ser recrutado esteja disposto a fazer mais do que o trivial, esteja disposto a contribuir para o desempenho do setor e o crescimento da empresa. A ambição do funcionário para o crescimento profissional e na hierarquia da empresa deve ser considerada como diferencial, pois, quando orientada e bem trabalhada torna-se uma arma eficaz para o desenvolvimento das atividades.

Recrutar o profissional ideal é sempre um grande desafio para o departamento de RH. Mas, se feito com cautela e acerto, torna-se a principal ação para a construção de uma empresa com potencial. Do contrário, é impossível uma empresa alcançar o sucesso com um time de profissionais mediano, o que vem reforçar a importância de se saber avaliar o melhor candidato para ser contratado.

No entanto, é imprescindível que as regras, os procedimentos administrativos, comerciais e as rotinas operacionais da empresa sejam muito bem explicados e esclarecidos ao funcionário contratado. Também é necessário deixar bem explícito o que a organização espera dele, bem como os planos para futuro e onde a empresa pretende chegar. Neste momento não pode haver segredos e nem conversas pela metade, tudo precisa ficar bem claro. Agindo desta forma, a empresa poderá, naturalmente, cobrar pelo desempenho do funcionário, que, sendo positivo, deve ser reconhecido, e que sendo abaixo do esperado, deve ser reavaliado, onde a permanência na função deverá ser condicionada à melhora significativa da sua performance. Fazendo dessa maneira, a gestão da empresa faz com que tanto as promoções quanto as demissões estejam sobre um cenário transparente e justo.

Precisamos enfim, estar atentos à questão. As empresas bem sucedidas não são bem sucedidas por acaso. Um dos fatores que as fazem promissoras são os seus empenhos em montar times com profissionais de ponta, fora de série. Por isso, reforço a ideia de que não temos que contratar pessoas com experiência, precisamos contratar pessoas com brilho nos olhos. Serão elas que darão a energia suficiente para a empresa se manter vigorosa e pronta para se estabelecer competitiva no presente e no futuro.

Nilson Bessas Presidente do Conselho de Administração e Diretor Comercial/Financeiro do Sicoob Lagoacred Gerais. E-mail: nilson@lagoacred.com.br
Nilson Bessas
Presidente do Conselho de Administração e Diretor Comercial/Financeiro do Sicoob Lagoacred Gerais.
E-mail: [email protected]

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