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Ao sermos questionados por familiares ou amigos sobre como foi o nosso dia, recorremos a algumas informações básicas. Contamos sobre o que vimos, o que fizemos, o que dissemos, o que ouvimos, etc. Identificamos e dizemos ainda o que nos deixou tristes bem como o que trouxe mais alegria naquele dia. Descrevemos o que experienciamos por meio de nossos sentidos, definindo o que achamos de bom e de ruim, por meio de nosso julgamento. O relato de informações como essas pode manter-se superficial, trazendo apenas dados objetivos sobre o que houve em um dia. Por outro lado, pode tornar-se uma oportunidade de conhecer-se melhor.

A capacidade de descrever o que nos aconteceu é extremamente importante e demonstra a preservação de nossa consciência, memória, inteligência, bem como outras funções psíquicas. No entanto, o simples relato de dados não nos dá acesso a informações que nos permitem o conhecimento sobre nós mesmos. Para que isso ocorra, é necessário que façamos um esforço para entendermos de que forma afetamos e fomos afetados pelas experiências que vivenciamos. É no desenvolvimento da percepção de nossos sentimentos e ações que conseguimos nos entender melhor e assim buscarmos por modificações que, quem sabe, nos façam mais felizes.

Luciene Morais Batista é graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Psicóloga da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de Lagoa da Prata, atua também em consultório particular, situado na mesma cidade. Trazer a psicologia para mais perto dos leitores através de textos que relacionem esse conhecimento ao cotidiano é o objetivo de sua coluna

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