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Mães que inspiram mães – lagopratenses contam suas histórias sobre a maternidade

O Jornal Cidade conversou com algumas mães que contaram sobre as dores e delícias da maternidade e como foram modificadas com o nascimento dos filhos.

No dia 8 de maio é comemorado o Dia das Mães que, assim como o Dia Internacional da Mulher, é preciso muito mais do que uma simples comemoração ou declaração, pois mãe é mãe todos os dias. Ser mãe é uma dádiva, um amor inigualável e imensurável, impossível ser definido em adjetivos, porém não é fácil criar e educar filhos. O Jornal Cidade conversou com algumas mães que contaram sobre as dores e delícias da maternidade e como foram modificadas pelos filhos.

Juliana Marques, mãe de Davi, Ana Clara e Sara, falou como vê a maternidade e como foi transformada por ela.

“Vejo a maternidade como uma forma de aprendizado! Onde cada dia aprendo a ser uma pessoa melhor! Eu tenho 3 filhos com personalidades diferentes e idades diferentes! Passo perrengue pra dar conta. Antes eu pensava individual, pensava em realizar meus sonhos! Hoje penso no coletivo em fazer as coisas para os meus filhos e o bem estar deles. A maior dificuldade é a educação para criar cidadãos de bem. A graça de gerar um filho já é umas das melhores coisas da vida! São diamantes a serem lapidados. Vejo meus filhos como um presente de Deus! Graças a Deus estou conseguindo fazer deles cidadãos de bem”, disse ela.

Juliana Marques e os filhos Davi, Ana Clara e Sara. Foto: Arquivo pessoal / reprodução).

 

Tamires Sousa, mãe do pequeno Heitor, disse à reportagem que a maternidade é um verdadeiro desafio para ela.

“A maternidade para mim é um grande desafio, cheio de amor, com momentos de muita alegria, e até mesmo inexplicável. É muito difícil explicar a maternidade em si, é um amor que não se explica, não se mede, e que a gente aprende vivendo. A maternidade na prática é completamente diferente da teoria, a teoria faz muito sentido, norteia e direciona. Antes de ser mãe eu era só a Tamires, esposa, filha, amiga, profissional e que tinha o tempo quase que todo para essas funções; eu não tinha que me preocupar com o tempo, os compromissos eram longos, podiam ser demorados. A Tamires de agora tem uma prioridade, que é o Heitor, e é com ele que ela precisa se preocupar 24 horas por dia. O Heitor é um menino lindo, amoroso, alegre, de personalidade forte. Eu me pergunto o tempo todo se eu estou fazendo o certo e o melhor; o nível de informações que temos hoje é muito grande. O que há de melhor na maternidade para mim é o meu filho, apesar dos desafios, dificuldades e medos, o que há de melhor é ele, é olhar para ele e ver crescendo, Deus é muito perfeito. Quando uma mulher descobre que ser vai ser mãe, não adianta a gente querer explicar todas as experiências que ela viverá ali; ela está se abrindo para o novo e é impossível a gente explicar o que é uma experiência única, diferente de qualquer experiência que qualquer ser humano possa a vir a ter. O Heitor é um menino lindo, amoroso, alegre, de personalidade forte”.

Tamires Sousa e o filho Heitor. (Foto: Arquivo pessoal / reprodução).

 

Thalita Magno, mãe de Thaíssa, diz que é difícil definir a maternidade.

“Só se entende o que é ser mãe, após passar por essa experiência, é algo inimaginável, mesmo para mim que sempre fui uma pessoa mais razão, eu nunca imaginei a maternidade como eu vejo agora, o amor de mãe é algo que vai além da compreensão. Entendo também que a maternidade hoje se tornou mais uma escolha da mulher que quer experimentar essa experiencia quase que sublime, e concordo que precisa ser uma decisão muito acertada principalmente pela grande responsabilidade que é muito maior que imaginei antes de me tornar mãe. A maternidade é muito diferente da teoria, principalmente porque os filhos não são iguais, cada ser humano é único, e precisamos aceitar isso, inclusive que os pais não vão tratar os filhos de maneira igualitária, apesar de tentarem. O que eu sempre tentei fazer foi, entender a personalidade da minha filha, e colocar em prática tudo aquilo que eu aprendi com meu convívio com outras mães, principalmente na minha família. Lembro de um episodio cômico com a Thaissa, onde ela me contava que um coleguinha de sala bateu nela, eu muito coruja e protetora logo aconselhei, “bate também, filha; se alguém te empurrar você empurra de volta, se alguém te der um tapa você dá um tapa também”, e foi ai que comecei a enxergar o quanto ela tinha personalidade formada e que tinha muito a me ensinar, ela me respondeu “não, mãe, eu não vou bater, eu não sou assim”. Às vezes na maternidade mais aprendemos, do que ensinamos, e precisamos ser sensíveis a isso, porque não podemos deixar de exercer nosso papel e posição hierárquica na família”.

Thalita também falou sobre como era antes de ser mãe.

“Antes de ser mãe, qualquer decisão que eu precisava tomar eu pensava se condizia com os princípios que aprendi com meus pais, e não me importava quando as consequências seriam apenas minhas, na verdade não me importava com as consequências das minhas escolhas. Depois do nascimento da Thaissa, veio um choque de responsabilidade, principalmente porque acredito que a melhor forma de educar é pelo exemplo, por isso tento ser o melhor e mais verdadeira que consigo ser, pois nossos filhos as vezes nos ouvem, e Thaissa me ouve muito, mas principalmente eles seguem nossos exemplos. Então posso dizer que sou uma versão muito melhor agora, mãe. Pra mim, que sou mãe solo, minha maior dificuldade sempre foi o medo de errar de fracassar com minha filha, eu vejo uma linha muito tênue, entre o ser liberal demais e não colocar limites, entre dar o que o filho precisa e mimar demais, porque nossos filhos estão o tempo todo nos testando, e tentando nos convencer que podem tudo, e isso nos confunde, não é verdade? E só pode opinar quem tem filhos, risos. Porém, na faculdade ouvi uma frase de uma professora que trago sempre comigo, “o que pode, pode e o que não pode, não pode”, dessa forma evitei me contradizer perante os questionamentos feitos pela Thaissa, quando ela me pedia um motivo eu sempre tinha uma razão para dizer não, isso criou uma relação de confiança forte, mas é logico isso não quer dizer que ela faz tudo do jeito que eu gostaria”.

Thalita Magno e a filha Thaissa. (Foto: Arquivo pessoal / reprodução).

 

Para ela, o amor de mãe é incondicional e, somente após o nascimento da filha entendeu a dimensão do amor incondicional.

“Nossa poderia citar tantas coisas maravilhosas da maternidade, amei tudo desde a gestação, mas preciso ressaltar algumas coisas especiais, amamentar é uma delas, amamentei pouco tempo, mas foi mágico, inexplicável. Mas o mais impactante é conhecer o real significado do amor incondicional, algo que ouvimos outras pessoas dizerem, “você só vai entender o amor de mãe depois de ser”, eu duvidei disso, pensava, mas eu amo meu pai, minha mãe e meu irmão, porém nada se compara ao amor de uma mãe para o filho. Ela é uma menina que já nasceu apaixonante, pensa ela dormiu a noite toda desde o dia que nasceu, quem não se apaixonaria logo à primeira vista?! Me lembro das pessoas brigarem entre si para trocarem até a fralda dela, de tanto que ela era uma bebê cativante e alegre, foi musa inspiradora para livro de poesias, a companheirinha do saudoso vovô Magno, uma menina independente desde de pequena, generosa, simpática, sempre sonhou em ser cantora, gosta muito de aprender, uma vez foi eleita a prefeita da escola, em disputa com alunos mais velhos, sempre foi popular, eleita miss Lagoa da Prata mirim tamanha sua beleza, é a menina mais linda que já vi, por fora e principalmente por dentro, e foi com essa menina que eu mais aprendi”.

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