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Chuvas castigam região Centro-Oeste de Minas

Devido o volume, muitas famílias e agricultores têm sofrido com rios transbordando, estradas e rodovias interditadas, locais e residências comprometidas pelo excesso de umidade no solo.

Rhaiane Carvalho


 

Desde o final de 2021 tem chovido na região Centro-Oeste de Minas. Devido o volume, muitas famílias e agricultores têm sofrido com rios transbordando, estradas e rodovias interditadas, locais e residências comprometidas pelo excesso de umidade no solo. No dia 10 de janeiro, a Prefeitura de Lagoa da Prata, por intermédio da Secretaria de Assistência Social e Defesa Civil Municipal, mapeou famílias em habitações com estrutura comprometida e risco de desabamento, e alocou as famílias em um hotel, não descartando a possibilidade da criação de um abrigo provisório na Escola Municipal Monteiro Lobato até que não haja mais riscos.

Em Santo Antônio do Monte, na mesma data, a Prefeitura decretou situação de emergência em decorrência das chuvas intensas dos últimos dias. O objetivo do Decreto é garantir a segurança dos moradores tanto da zona urbana quanto da zona rural. Com a persistência das chuvas fortes, a cidade sofre com danos em edificações, em vias públicas e em estradas vicinais. Foi registrado neste final de semana, um grande deslizamento de terra na encosta da Rua Chiquito Miranda, Bairro São Geraldo, na lateral esquerda. Pelas imagens, é visível o prejuízo que o desabamento representa para quem mora no local, além de um alerta para quem habita nas proximidades.  De acordo com Flávio de Oliveira Neto, secretário de Obras de Samonte, não teve ruptura de drenagem fluvial, mas o deslizamento de terra foi grande. “Estamos esperando este período de chuva passar para, imediatamente, fazer a intervenção e recomposição da rua, além de revisar a drenagem, rede de água e esgoto, e o pavimento”. No mesmo dia, a Prefeitura também comunicou que a ponte que liga os municípios de Santo Antônio do Monte e Pedra do Indaiá (ponte da prainha) foi interditada pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER/MG), após ser constatada uma erosão devido às fortes chuvas.

Rodovia que liga as cidades de Santo Antônio do Monte e Pedra do Indaiá. (Foto enviada por leitor / reprodução).

 

(Fonte: redes sociais/reprodução)

 

(Foto: redes sociais/reprodução)

Em Bom Despacho, a Prefeitura e a Defesa Civil precisaram interditar algumas áreas rurais. Uma delas foi a Ponte da Amizade, que liga Bom Despacho a Leandro Ferreira. O nível da água subiu em torno de 6 metros e alcançou o corrimão da travessia. Quem precisar ir ao município vizinho deve usar o caminho pela BR-262.

Outra ponte interditada foi a da Comunidade Várzea do Machado, que liga Bom Despacho à BR-262. Neste caso, não há rota alternativa. As pessoas precisarão aguardar que o local esteja seguro e liberado. A Defesa Civil também alerta à população para que não trafegue pela estrada principal do Povoado de Capivari dos Alves e pela estrada que liga o Condomínio Pica-pau 2 ao Condomínio da Prata. Estes dois pontos estão intransitáveis. Residências urbanas também foram afetadas pelas chuvas; no dia 8 de janeiro, segundo a Prefeitura, a cidade possui muitos buracos nas ruas, áreas alagadas durante as chuvas, encostas desmoronando, muros caídos ou com risco de cair. Uma casa foi interditada, outras foram parcialmente interditadas. Na mesma data, a Prefeitura decretou situação de emergência nas áreas afetadas.

Em Arcos, a Ponte Raiz, na zona rural também foi interditada por causa das chuvas. Em relação a transporte para outras cidades, a Prefeitura também informou no dia 10 de janeiro que, por causa das enchentes, desabamentos de encostas, e constantes alertas da Defesa Civil, o município suspendeu os transportes eletivos, exceto para pacientes de hemodiálise, oncologia e urgências.

. (Foto: Prefeitura de Arcos / divulgação)Ponte da Raiz, zona rual de Arcos

Confira a lista dos municípios com decretos de chuva em Minas Gerais

Mais chuvas

As chuvas devem continuar até a próxima semana, com temperaturas entre 18 e 31 graus. Já a umidade máxima varia 83 a 100%, e a mínima de 38 a 63%.

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