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ASPRASAM se reúne com representante da Copasa para pontuar os problemas de saneamento no município

Integrantes da Associação de Proteção Ambiental de Santo Antônio do Monte – ASPRASAM se reuniram com o representante da COPASA, o Encarregado de Sistema Ricardo Luiz Giffoni Araújo. O assunto abordado foi a coleta e o tratamento de esgoto na Cidade.

Ricardo afirmou que existem vários problemas pontuais e estruturais referentes à coleta de esgoto, isso porque a cidade cresceu e, em muitos locais, não houve um planejamento voltado para o saneamento básico. Exemplos não faltam: água pluvial sendo lançada na rede de esgoto, cliente que tem a rede esgoto a sua disposição, mas ainda não a utiliza, lançando o esgoto em fossa, buracos, córregos, falta de rede de captação em algumas ruas, descarte no esgoto, por parte da população, de material cuja destinação deveria ser o aterro sanitário e não a rede de captação de esgoto, chegando a ser retirado na ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) plásticos, cabelo e até camisinha. No bairro Pedro Lacerda, como há muita construção para ampliação e melhoramento das casas, a COPASA já retirou mais de três metros cúbicos de areia da elevatória.

O que mais preocupou a Associação foi a situação do esgoto nos bairros Dom Bosco, Davi, partes do Bela Vista (atrás do Posto Foguetão) e Cidade Jardim, Pedro Lacerda, Retiro do Lago, Wilmar de Oliveira e Vereador Geraldo Borges.

Ricardo disse que, a partir da última semana de fevereiro, a empresa contratada pela COPASA iria iniciar os trabalhos para colocar em funcionamento elevatórias de esgoto nos bairros Wilmar de Oliveira e Dom Bosco, o que permitirá a coleta e o tratamento do esgoto destes dois bairros e também do Retiro do Lago, Pedro Lacerda e parte do Cidade Jardim. Apesar disso, o esgoto das casas do Bairro Bela Vista, localizadas atrás do Posto Foguetão, não será bombeado por elevatória e continuará a ser lançado diretamente no córrego dos Ferreiras. Infelizmente, também não há solução prevista para a captação do esgoto do bairro Vereador Geraldo Borges, que possui cinquenta e quatro ligações de esgoto e está localizado após o último ponto de captação da rede que vai para a ETE. Sendo assim, o esgoto destes bairros continuará a ser lançado diretamente nos cursos d’água.

A ASPRASAM ainda entregou ofício ao Encarregado, informando que a Associação foi procurada por moradores do bairro Cidade Jardim (parte de baixo), que disseram que o esgoto de algumas residências localizadas nas ruas Miosótis e Lírios estariam sendo despejados diretamente numa nascente existente naquele bairro. Ricardo esclareceu que, pelo contrato de concessão celebrado com o Município, a COPASA está autorizada a realizar obras para a captação de esgoto onde houver “rua aberta”. Segundo ele, no caso citado, os moradores deveriam ser orientados a abrirem fossa séptica. Afirmou que pelo pouco volume de esgoto, também se torna inviável a implantação de uma elevatória.

Outra informação é que está ocorrendo o tratamento de 100% do esgoto que chega à ETE , com uma eficiência de 87%, o que está acima dos 75% exigido para este tipo de empreendimento. Além disso, será implantada na ETE uma central informatizada que irá monitorar todas as elevatórias de esgoto existentes na Cidade, o que dará agilidade na solução de eventuais problemas.

De acordo com os membros da associação, a ASPRASAM continuará acompanhando a situação do saneamento na cidade, pois, com os novos empreendimentos imobiliários, a tendência é de que ocorra um grande aumento no volume de esgoto produzido.

A questão do esgoto requer atenção constante, só para citar um exemplo, dias depois desta reunião, ocorreu mais um vazamento de esgoto na elevatória do residencial Pedro Lacerda, que escorreu em direção ao córrego Guandu, que abastece a Cidade. Integrantes da ASPRASAM detectaram o problema e comunicaram à COPASA, que solucionou o problema no mesmo dia.

A Associação irá procurar ampliar a discussão, para que, com consenso, Órgãos Municipais, Estaduais e Poderes atuem para minorar este grave problema, que se tornou de difícil solução. Pede à população, que deve ser a maior interessada, que apoie e participe.

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