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Não é de hoje que a população da cidade tem a percepção de que as ruas de Santo Antônio do Monte estão lotadas de automóveis. Mas o que antes era apenas uma sensação acaba de ser comprovado com números: o site G1, cruzou dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrando o número de carros registrados em cada cidade do Brasil, e a proporção disso em relação ao número de habitantes. Segundo essas pesquisas, Samonte tem ao todo 8.500 carros circulando em suas ruas – o que significa 1 veículo para cada 3, 21 habitantes.

Esse número é o maior de toda a região, superando até as estatísticas de Divinópolis e Itaúna, cidades bem maiores e mais desenvolvidas. Veja na tabela os dados exatos de algumas das cidades mais próximas (todos os outros municípios da região também têm proporção de carros menor do que a de Samonte).

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Município

Habitantes por carro

Total de carros

Habitantes

Santo Antônio do Monte

3,21

8.500

27.352

Arcos

3,23

11.943

38.630

Itaúna

3,31

27.142

90.084

Formiga

3,35

20.131

67.617

Divinópolis

3,38

66.832

226.245

Bom Despacho

3,56

13.550

48.350

Lagoa da Prata

3,76

13.053

49.089

Moema

3,78

1.900

7.363

 

G1 dividiu os municípios do país em cinco categorias, de acordo com o número de automóveis: aqueles que têm até 89 carros para cada mil habitantes (não há nenhuma cidade da região nesse grupo); os que têm entre 90 e 179 veículos para cada mil habitantes (é o caso de Japaraíba e São Sebastião do Oeste); os que têm entre 180 e 268 automóveis por cada grupo de mil moradores (situação da maioria das cidades da região, como Lagoa da Prata, Nova Serrana, Itapecerica, Pedra do Indaiá etc); os que têm de 269 a 358 carros para cada mil habitantes (é nesse grupo que está Samonte, junto com cidades como Divinópolis, Bom Despacho, Itaúna, Formiga etc); e, por fim, as que têm mais de 359 carros por cada grupo de mil moradores (é o caso de Belo Horizonte, Brasília, São Paulo etc.). Ou seja, Samonte está no segundo grupo de cidades mais motorizadas do país.

carros_samonte

O site também fez a mesma pesquisa em relação a motocicletas. Nesse caso, Samonte fica no segundo grupo de municípios com menos motos. São ao todo 2.496, o que dá 1 para cada 10,95 habitantes – proporção que é menor do que a de Moema (a cidade com mais motos por habitante na região), Lagoa da Prata, Arcos, Divinópolis, Formiga, e várias outras cidades do Centro-Oeste de Minas.

Consequências

Nós já sabíamos de tudo isso: Samonte está lotada de carros. No Centro é muito difícil estacionar e trafegar por algumas ruas é algo até penoso – caso da Avenida Francisco Teotônio de Castro, a principal via de ligação entre os bairros Senhora de Fátima, São Lucas e São José – sempre cheia de veículos estacionados dos dois lados, muitos caminhões e diversos carros andando vagarosamente.

Outra consequência é muito pior: com mais automóveis, aumenta também o número de acidentes. Infelizmente, são muito comuns as tragédias nas estradas, que vitimam principalmente (mas não só) os jovens da cidade. Na área urbana ainda são raros os acidentes fatais, mas também têm acontecido com mais frequência.

Toda essa situação piora com a imensa displicência com que o trânsito em geral é tratado na cidade tanto por autoridades como por motoristas e pedestres. O uso do cinto de segurança é uma raridade – e a fiscalização disso, algo mais raro ainda. O respeito à faixa de pedestres (e olha que quase não existe faixa na cidade) é nulo. A civilidade no uso das ruas é outro problema: quantas vezes você já se deparou com dois carros parados, bloqueando o trânsito, com seus motoristas conversando animadamente, ou com um carro trafegando em velocidade baixíssima sem nenhuma razão a não ser a de apreciar a paisagem, ou, pelo contrário, com algum louco voando baixo nas ruas estreitas da cidade? Não se pode deixar de lado também os pedestres, tantos deles, que, irresponsavelmente, insistem em andar sempre na rua e nunca na calçada.

O trânsito de Samonte  já está pedindo medidas urgentes para que se aumentem a segurança, a fluidez, a organização. A rua Francisco Teotônio de Castro precisa de uma solução: ou proibir o estacionamento em um ou mesmo nos dois lados, ou torná-la mão única. O cruzamento dela com a Avenida Benícia Batista Braga é um dos pontos mais perigosos da cidade. A Praça da Matriz e a Avenida Coronel Amâncio Bernardes também precisam de medidas e um semáforo poderia ajudar o descomplicar o trânsito ali. Além disso, é necessário colocar faixas de pedestre em todas as ruas – e policiais para multar os espertinhos que se recusarem a respeitá-las (foi assim que Brasília se tornou a única cidade do Brasil onde os motoristas respeitam as faixas: multando sem dó; com o tempo, os motoristas se habituaram e passaram a respeitar mesmo sem a presença da polícia). Já vi pessoas sugerindo a criação de estacionamento rotativo, com cobrança, nas ruas do Centro. Ainda sou contra, pois o bairro é residencial e comercial; isso prejudicaria tanto os moradores quanto as pessoas que trabalham ali. Não seria justo cobrar de quem mora e de quem trabalha na área.

Para saber mais acesse:

  • denatran
  • ibge
  • g1/centrooeste

 

Fonte: blogdomonte

 

 

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