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Em entrevista ao Jornal Cidade, vereadora e presidente da Câmara de Lagoa da Prata disse que todos os colegas concordaram, verbalmente, que o texto pudesse ser tramitado na casa, o que não significa, porém, que os vereadores iriam aprovar a proposta no momento da votação.

A Câmara de Lagoa da Prata realizou, na quinta-feira (25/03), uma reunião extraordinária para discutir a proposta de permitir a pulverização aérea nas lavouras em Lagoa da Prata, que foi proibida em 2011 por meio de projeto de lei aprovado pelos vereadores da época.

Desta vez, seis vereadores assinaram o texto original do projeto, concordando que a pauta pudesse tramitar no Legislativo e discutida em plenário pelos vereadores.

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Em entrevista ao Jornal Cidade, a presidente Quelli Couto afirmou que a proposta está sendo discutida internamente há seis meses, entre vereadores, executivos da Biosev e Poder Executivo. Ela ainda afirmou que todos os parlamentares concordaram, verbalmente, que o projeto fosse apresentado.

Quelli Couto_fevereiro 2016_arquivo pessoalCom a palavra, a presidente Quelli Couto

•Como é que está hoje  a tramitação do projeto que regulamenta a pulverização aérea no Município? Por qual motivo ele não foi votado?
Quelli: O projeto entrou em pauta e foi apresentado com o consenso de todos os vereadores. O que não quer dizer que o texto apresentado foi votado e aprovado.

•Todos os vereadores concordaram em colocar o projeto em discussão? Mas nem todos assinaram  o projeto?
Quelli: 
Sim. Nós tivemos  seis vereadores que assinaram  (Quelli Couto, Cida Marcelino, Natinho, Paulo Roberto, Adriano Moraes e Iraci Antônio) e ficaram faltando assinaturas de  três  vereadores (Di-Gianne, Adriano Moreira e Edmar Nunes), mas até então a proposta era que todos os vereadores assinassem o projeto juntamente com o apoio do prefeito. Esse diálogo vendo sendo realizado há seis meses. Ele não começou somente na Câmara, aliás, se iniciou com o Executivo e depois, os representantes da empresa, o senhor Lindomar e o Fernando, nos procurou. Então, em comum acordo, foi apresentado o projeto com seis assinaturas. Os outros três vereadores não assinaram, mas concordaram que o projeto desse entrada.

•Uma confusão que as pessoas estão alimentando na internet é o fato de que se o vereador assinou o projeto ele é favorável a ele. Explique para nós como funciona essa dinâmica na prática.
Quelli: Na verdade são etapas. Todo projeto que a gente vota aqui na Câmara passa por etapas e a primeira delas é a apresentação do projeto, que é quando colocamos o projeto em discussão e análise. Quando o vereador assina o projeto para que ele dê entrada nos trâmites, não significa que ele vá votar favorável. Ele apenas está concordando que o assunto seja colocado em pauta para discussãoO que eu não posso é dizer que o vereador A ou B iria votar favorável ou contrário. Não tem como eu falar quais vereadores seriam contra ou favorável, até porque o projeto não foi  encaminhado para votação. O voto é decidido no plenário.

•Por qual motivo o projeto  foi colocado para ser votado  em uma quinta-feira, em reunião extraordinária?
Quelli: Quando a gente marca uma votação eu tenho que consultar todos os vereadores e eles têm que estar de acordo que a votação aconteça  naquele dia e horário. A estagiária da Câmara ligou e perguntou  a todos  se estariam de acordo que essa reunião fosse marcada para que fosse feita a leitura de parecer do projeto da Biosev  e também trataríamos de outros projetos que estavam na pauta.

•Como o projeto não foi apresentado na quinta-feira, qual a sua expectativa em relação à sua tramitação?
Quelli: O vereador Paulo Roberto pediu vistas e ele estava no direito. Ele, sendo parte da comissão, tem dez dias para analisar e emitir o parecer dele. Depois que os dez dias passarem, os outros dois da comissão podem também requerer mais tempo para que essa análise continue ou podem liberar para votação. Isso vai depender da comissão. Eu, como presidente, não tenho como falar para quando o projeto irá para votação ou se não será votado. Isso depende das comissões.

•Este é um projeto muito complexo, que envolve diversos interesses. Gostaria que você desse a sua opinião sobre a necessidade de se discutir esse projeto.
Quelli: Particularmente, eu acho importante que a gente continue essa discussão e análise. Sou favorável que essa discussão aconteça, trazendo a comunidade para nos ajudar, trazendo  representantes de vários segmentos e técnicos. Sabemos da importância da empresa para a nossa comunidade, isso é fato. Sabemos também que o país atravessa um momento que não é fácil para ninguém, onde os municípios estão passando por várias dificuldades, e aí entra a questão de desemprego.

Todos nós sabemos que a Biosev gera um número significante de emprego e impostos no município. Particularmente, a discussão deve continuar, pois somos representantes do povo. É um assunto mais sério e polêmico, mas estamos aqui  justamente para enfrentar também situações como esta.

•A Câmara vai aceitar a manifestação de cidadãos que tenha alguma informação relevante e técnica que possam ser úteis ao debate?
Quelli: Sim. Queremos envolver todos e espero que no final tenhamos uma conclusão e definir como ficará essa situação, que é de interesse de todos.

Pulverização agrotóxico canavial_Foto de Mural Virtual_internet•Obrigado pela entrevista. O espaço está aberto para as suas considerações finais
Quelli: Quero destacar a importância da empresa para a nossa cidade, mas também quero ressaltar a preocupação que nós temos com a questão da saúde de todos os moradores de Lagoa da Prata e também do meio ambiente. É um tema polêmico, mas que precisamos desenvolver para ver o que pode ser feito.

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