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Cacique Nininha lê proposta para o CBHSF.
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Seminário reuniu lideranças indígenas na aldeia Pataxó Barra Velha

 

Reunidos na Aldeia Mãe Pataxó Barra Velha, a cerca de 200km de Porto Seguro, sul da Bahia, entre os dias 18 e 20 de julho, representantes de comunidades indígenas localizadas às margens do rio São Francisco elaboraram uma série de propostas que será encaminhada ao Comitê da Bacia Hidrográfica o Rio São Francisco/CBHSF como contribuição para a luta pela revitalização do Velho Chico.

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Entre as propostas levantadas durante o III Seminário dos Povos Indígenas da Bacia do Rio São Francisco estão: indicação ao CBHSF para dialogar com o Ministério da Educação, no sentido de incluir na grade escolar o tema da educação ambiental; aprovação de projetos do CBHSF para recuperação de matas ciliares em áreas de proteção indígena; solicitação que o Comitê oficialize as denúncias de degradação do rio no Ministério Público e na Justiça; criação de uma Ouvidoria no CBHSF para denúncias e acompanhamento de projetos, estreitando a relação da comunidade com o Comitê; e solicitação à Agência Nacional das Águas/ANA de isenção de outorga  do uso da água do Velho Chico para as comunidades indígenas da bacia.

O seminário foi um avanço por fortalecer o diálogo dos povos indígenas da bacia com índios do litoral, comprovando que a nossa luta nos une. As demandas tiradas aqui são propostas de políticas públicas que garantam a preservação do rio e sua relação histórica com as comunidades indígenas

“O seminário foi um avanço por fortalecer o diálogo dos povos indígenas da bacia com índios do litoral, comprovando que a nossa luta nos une. As demandas tiradas aqui são propostas de políticas públicas que garantam a preservação do rio e sua relação histórica com as comunidades indígenas”, destacou Uilton Tuxá, cacique da aldeia Tuxá de Rodelas, Bahia e coordenador da Câmara Consultiva do Submédio  São Francisco.

“Toda a sociedade precisa entender que assim como precisamos viver, precisamos garantir o rio vivo para que ele nos dê vida”, afirmou Ailson dos Santos, o cacique Yssô Truká, da Aldeia Tapera Truká de Orocó, Pernambuco. O seminário reuniu mais de 150 lideranças, representando 30 povos que integram a bacia. Estima-se que vivam mais de 100 mil índios em toda extensão do Velho Chico.

Índios no Comitê  – Além de Uilton Tuxá, o Comitê da Bacia do Rio São Francisco tem em seu colegiado outros três representantes indígenas: Iveraldo Pereira Junior (Aldeia Fulni-ô/Pernambuco); Ricardo de Campos (Aldeia Tingui-Botó/Alagoas); e Anália Aparecida da Silva (Aldeia Tuxá – Pirapora/Minas Gerais).

Cacique Yssô debate com os índios Tabajaras

 

 

 

 

 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação do Comitê de Bacias Hidrográficas do rio São Francisco.

 

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