Divinópolis - “ Entre cores e retalhos” intitula exposição de artesanato

Divinópolis – “ Entre cores e retalhos” intitula exposição de artesanato

“A arte de juntar retalhos e misturar cores é o que me encanta.” (Neiva Cardoso)

A Casa Arte e Cultura, abriga mais uma exposição em comemoração aos seus 4 anos. Segundo as coordenadoras da Casa, Vânia Ordones e Lara Ordones, a proposta é de realizar pelo menos 10 exposições promovendo artistas da cidade e região e apresentar os mais variados estilos, passando pelo artesanato, arte em madeira, a literatura e outras tantas. O espaço está aberto para receber propostas de artistas interessados em expor seus trabalhos.

Em véspera do dia das mães, o espaço da Casa é ocupado pelos belíssimos trabalhos da artesã Neiva Cardoso, que apresenta através de seus retalhos e mistura de cores, peças variadas e de fino trato como: bonecas, flores, nécessaires e tantas outras para os mais diferentes gostos.

A convite de Neiva, participa da mostra “Entre Cores e Retalhos”, a artesã Selma Quintiliano, que apresenta algumas de suas peças de encher os olhos. São, entre outras, panos de prato, bolsas e almofadas.

Neiva Cardoso é de Bom Despacho e sempre foi apaixonada por costura e trabalhos manuais. Começou no artesanato fazendo bordado de ponto cruz, até que um dia participou de uma feira organizada pela ACID e lá conheceu vários artistas e teve um contato com o patchwork, principal técnica utilizada em seus trabalhos desde então.

Segundo Neiva, naquele momento ela se encantou pelos tecidos. Daí em diante foi se aprimorando e hoje produz diversas peças e utilitários de patchwork.

A mostra acontece do dia 05 e 09 de maio de 2014, no horário de 09 às 18 horas. A Casa Arte e Cultura fica na rua Itapecerica, 1414- Sidil- Divinópolis. Telefone: 3222-6677.

 

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Poema do Artesanato

Maria da Graça Almeida


Minha poesia é inglória,

vive em bancas incertas.

Do pódio e das vitórias,

traduz histórias discretas.

 

Nos dizeres, incontida,

minha poesia é de lua,

às vezes, reza vestida

às vezes, discursa nua.

 

Meu poema é artesanato.

E sai-me pronto das mãos.

Coso-o, com muito cuidado,

cirzo-o, sem distração.

 

Às vezes, vem das sucatas

de contas e velhos botões,

de renda e fitas baratas,

da fieira dos piões.

 

Que ressona atrás da porta,

tem os pêlos de um cão,

no final das linhas tortas

traz pena, paina, algodão.

 

Tem cores das violetas,

pose de pedra-sabão.

Nas asas da borboleta,

Netwise

nem coloca os pés no chão.

 

O poema-artesanato

traz ponto-cruz, bordaduras.

É sempre um simples retrato

de uma notória figura.

 

 

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