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Consumo diário de leite reduz risco de morte por doenças cardiovasculares, aponta estudo da UFMG

Pesquisa também relaciona queda do consumo de alimentos in natura, incluindo o leite, com aumento de doenças crônicas.

Um consumo diário de 260 ml de leite diminui em até 66% o risco de morte por doenças cardiovasculares. Isto é o que mostra um estudo feito pela nutricionista Fernanda Marcelina Silva, no programa de Doutorado em Saúde Pública da Faculdade de Medicina da UFMG.  Entretanto, os melhores resultados foram com o alimento in natura, ou seja, aquele que não sofreu processamento. 

“Por muito tempo, o leite foi tratado como alimento nocivo à saúde, mas esses resultados mostram o contrário e corroboram outros estudos mais recentes realizados ao redor do mundo”, afirmou a pesquisadora. 

Segundo Fernanda, que também é mestre em Ciências Aplicadas à Saúde do Adulto, nos últimos anos, os alimentos “in natura” perderam espaço na mesa do brasileiro.

“As Pesquisas de Orçamentos Familiares (POF/IBGE) detectaram aumento significativo de alimentos prontos para consumo na dieta dos brasileiros, ao passo que há queda de produtos in natura, incluindo o leite. Essa mudança no padrão alimentar ao longo dos anos vem acompanhada do aumento das doenças crônicas não transmissíveis e do risco de morte por essas doenças”, comenta. 

A nutricionista analisou os dados coletados dos participantes ao longo de oito anos consecutivos. Como resultado, o estudo reforça a evidência sobre os efeitos nocivos do consumo de alimentos ultraprocessados e o risco de morrer de doenças crônicas não transmissíveis. 

Consoante a isso, Fernanda reitera a importância de priorizar uma alimentação saudável, balanceada e rica em alimentos “in natura”.

“Nossos dados indicam a necessidade de se incentivar o consumo de leite e de reduzir a ingestão de alimentos ultraprocessados. O consumo de laticínios entre os brasileiros é baixo em comparação com países desenvolvidos. Esse incentivo pode contribuir para prevenção de mortes por doenças cardiovasculares. Precisamos também de políticas públicas mais rigorosas para controlar o consumo de alimentos ultraprocessados, com taxação de alimentos e restrição da publicidade, e, ao mesmo tempo, subsidiar e promover alimentos saudáveis”, finaliza. 

 

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