Após chuvas fortes, municípios do Centro-Oeste decretam situação de emergência

Após chuvas fortes, municípios do Centro-Oeste decretam situação de emergência

Mas a preocupação dos mineiros não deve parar por aí, pois o mês de fevereiro será tomado por chuvas mais intensas.

Chuva alaga rua Santa Catarina em Lagoa da Prata. (Foto: Alan Russel).

Após intensas chuvas na região, a Defesa Civil Nacional reconheceu situação de emergência em mais de 100 municípios mineiros. Entre eles, Santo Antônio do Monte, Pains, Pará de Minas, Oliveira, Igaratinga e Itapecerica.

Agora, as prefeituras poderão ter acesso a recursos federais para ações de socorro, assistência, restabelecimento de serviços essenciais à população e reconstrução de estruturas danificadas.

A Defesa Civil Nacional informou que técnicos do órgão estão no estado para auxiliar as prefeituras na elaboração dos planos. Outra medida é que trabalhadores destas cidades vão poder sacar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O prefeito de Santo Antônio do Monte, Dinho do Braz, assinou nesta terça-feira (28) um Decreto de Calamidade Pública, devido às chuvas que atingiram o município na última sexta-feira (24). De acordo com o prefeito Dinho do Braz, as obras de recuperação da cidade que incluem: pontes, estradas rurais e ruas ficarão em aproximadamente R$ 800 mil. O Decreto foi assinado para desburocratizar a compra de materiais, e acelerar as obras.

Em Santo Antônio do Monte, uma das principais ruas ficaram alagadas, pontes caíram e pessoas ficaram ilhadas. (Foto: Reprodução da internet).

Segundo Dinho, a reconstrução da ponte da Rua Capitão Batista, que dá acesso aos bairros Joaquim Batista de Oliveira, Cond. Fazenda Boa Vista, Cond. Walter Ferrão, e Cond. Santa Helena deverá ser concluída em 60 dias.

“A reconstrução desta ponte será um pouco mais demorada, pois é necessário que o volume de água abaixe, e o tempo melhore, para que nós comecemos as obras. Hoje de manhã, nós já começamos a recuperação da ponte da comunidade do São José dos Rosas”, reforça.

A Prefeitura de Pains, por meio do Decreto 009/2020, declarou nesta terça-feira (28), situação de emergência no município nas áreas afetadas pelas chuvas. Em Pains, nos dias 23 e 24 de janeiro choveu o acúmulo de 156,67 mm.

O Decreto foi publicado nesta terça-feira (28) e estabelece algumas medidas, como autorização para mobilização de todos os órgãos municipais para atuarem juntamente com a coordenadoria da Defesa Civil nas ações de resposta ao desastre e reparo do atual cenário e reconstrução; autorização, em caso de risco eminente, de autoridades administrativas e agentes de Defesa Civil, a penetrar nas casas para prestar socorro ou determinar a pronta evacuação e a utilizar propriedades particulares, em situações que podem provocar danos, prejuízos ou comprometer a segurança de pessoas.

Em Pains, ruas ficaram alagadas e crateras foram abertas com a chuva. (Foto:Prefeitura/Divulgação).

Em Formiga, um trecho da Avenida Vereador José Higino Filho ficou alagado. Na Rua Bom Jesus, o muro de uma empresa, de 25 metros de extensão, caiu. A calçada e parte do asfalto também cederam. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ninguém ficou ferido. O trecho foi sinalizado e a Prefeitura interditou a via para serem realizados os reparos.

Prefeitura iniciou reparos em Formina no último sábado (25) — Foto: Prefeitura de Formiga/Divulgação

A Prefeitura, por meio das secretarias de Obras e Gestão Ambiental e do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), iniciaram no sábado (25), os demais reparos dos estragos causados pelo temporal na cidade. No município não há nenhum desabrigado e nenhuma família precisou deixar o imóvel.

Em Bom Despacho, cerca de 20 famílias tiveram pequenos prejuízos ou tiveram que deixar seus imóveis por interdição da Defesa Civil. A Prefeitura paga aluguel social para duas destas famílias e as demais recebem donativos como roupas, calçados, alimentos não-perecíveis, produtos de limpeza, roupas de cama, cobertores e colchões.

Durante o temporal de sexta (24), foram registradas várias ocorrências que incluem queda de três muros e duas árvores, uma ponte foi interditada e um barranco desmoronou.

Em Bom Despacho, imóvel precisou ser demolido — Foto: Prefeitura de Bom Despacho/ Divulgação

A Defesa Civil informou que três casas foram interditadas. Destas, duas tiveram para reparos. Uma das famílias recebe aluguel social da Prefeitura para que os reparos sejam feitos e a outra família preferiu se acomodar na casa de parentes. A terceira casa interditada teve queda de parede. O morador já havia recebido aviso e laudo para deixar o imóvel. A casa foi derrubada porque não apresentava condições de reforma. O morador recebe aluguel social da Prefeitura.

As famílias que tiveram pequenos prejuízos também estão recebendo apoio da Secretaria de Desenvolvimento Social e as doações que chegam à loja Múltipla serão encaminhas para elas.

As pessoas que quiserem contribuir podem levar donativos até a loja Múltipla, que fica na Rua Doutor Miguel Gontijo, nº186, no Centro. O telefone é : (37) 3521-4406.

A assessoria da Prefeitura informou que a situação na cidade é estável. Mesmo assim, para garantir a segurança da população, duas vezes por dia a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros fazem vistorias em áreas de risco.

Em Lagoa da Prata as chuvas não foram tão severas como na região e não foram registrados pontos de alagamento. Isso ocorreu porque a Prefeitura realiza desde 2015, obras de drenagem pluvial na extensão urbana do município. Os pontos críticos, até 2018, eram registrados próximos à fábrica de doces e na Avenida Izabel de Castro. Neste ano, não foi registrado nenhum estrago na cidade.

No entanto, estão sendo recolhidos donativos para as vítimas das chuvas a capital. Os interessados em ajudar devem levar as doações até o Quartel da PM, que fica na Rua Fernão Dias, nº 66, no Bairro Santa Helena.

Como fica o tempo nas próxima semanas

O Instituto de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja para as cidades de Arcos,  Lagoa da Prata,  Japaraíba, Moema e Santo Antônio do Monte com chuvas entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos (60-100 km/h). Há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas. As temperaturas devem variar entre 19º e 33º.

Mas a preocupação dos mineiros não deve parar por aí, pois o mês de fevereiro será tomado por chuvas mais intensas. Pois,  segundo o Inmet, a Zona de Convergência do Atlântico Sul é um sistema meteorológico que transporta umidade da Amazônia até o Oceano Atlântico, próximo à costa da região Sudeste do país. O fenômeno funciona a partir da variação de pressões: de forma simplificada, a água amazônica é atraída até o litoral e, nesse caminho, ao passar pela zona de convergência da frente fria, precipita-se, causando fortes chuvas. Outros fatores podem intensificar o processo.

A recomendação é que em caso de rajadas de vento: (não se abrigue debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda). Se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia.

 

Para obter mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

 

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