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A partir desta sexta-feira (21), o atendimento do Programa de Saúde da Família (PSF), em Formiga, será de apenas 30% da carga horária. A redução é por causa da paralisação dos médicos concursados que decidiram em assembleia realizada na segunda-feira (17) optar pela greve após não terem os pedidos de aumento salarial atendidos pela prefeitura. Ainda não há previsão para acabar.

 

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De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Formiga (Sintramfor), Natanael Alves, os médicos recebem hoje seis mil reais, por uma jornada de oito horas diárias. Eles reivindicam o valor de 13 mil reais, pelo mesmo período.

 

Ainda segundo informações do sindicato, o prefeito Moacir Ribeiro, propôs aos médicos o envio de um projeto de lei à Câmara para reduzir a jornada de oito para quatro horas diárias de trabalho. Deste modo, o salário também seria reduzido pela metade. Porém, os profissionais disseram que só aceitariam a proposta se o salário atual fosse mantido.

 

Na proposta definitiva, os médicos receberiam um aumento de 25% em abril deste ano, ou seja, o salário-base passaria de R$ 6.900 para R$ 8.625; e mais 25% em janeiro de 2015, chegando ao valor de R$ 10.350.

 

Para os dentistas a proposta apresentada foi inclusão deles em um programa de incentivo à produtividade e à qualidade nos postos de saúde, que poderia chegar a 20% dos salários, abrangendo enfermeiros e técnicos de enfermagem.

 

Prefeitura

 

De acordo com a Prefeitura de Formiga, o município não possui recursos suficientes para arcar com um aumento de 100%. Segundo cálculos realizados por técnicos da prefeitura, a única proposta viável seria a de 50% de aumento. Mas, mesmo assim, a administração enfrentaria dificuldades para honrar o compromisso.

 

Em comunicado aos formiguenses divulgado na tarde desta quinta-feira (20) a Assessoria de Comunicação diz que as reivindicações dos profissionais da saúde são decorrentes da cobrança pelo cumprimento total da carga horária.

 

“Toda essa situação surgiu depois que a Prefeitura passou a cobrar dos médicos o cumprimento das oito horas diárias, conforme previsto no edital do concurso e na lei. Uma auditoria feita em 2012, na gestão passada, identificou uma série de irregularidades, entre elas o não cumprimento da carga horária pelos médicos”. “Após serem alertados repetidas vezes da necessidade de cumprimento das oito horas, esses profissionais iniciaram uma campanha alegando falta de condições de trabalho. Exigem ainda que a Prefeitura descumpra a lei e permita o não cumprimento da carga horária”.

 

Fonte: Portal Centro Oeste

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