Saae de Lagoa da Prata apresenta justificativa rasa sobre obra embargada

Saae de Lagoa da Prata apresenta justificativa rasa sobre obra embargada

Diretora do órgão, Fátima Tavares, não atendeu aos questionamentos do Jornal Cidade e respondeu de forma superficial ofício da Câmara Municipal. Vereadora Cida Marcelino afirma que vem tentando contato com Fátima, que não atende suas ligações.

Reportagem: Alan Russel

O Jornal Cidade vem acompanhando desde a última semana, a obra de drenagem que foi embargada pela Polícia Ambiental na Área de Preservação Permanente (APP), na vereda do córrego Chico Felix, próximo ao Bairro Rodolfo Pio em Lagoa da Prata.

Foto: Rafael Robatine/Jornal Cidade.
Foto: Rafael Robatine/Jornal Cidade.

O trabalho de drenagem foi iniciado no dia 13 de maio. No dia 14, a redação do Jornal Cidade recebeu diversas denúncias sobre um possível crime ambiental. A reportagem foi até a região, constatou que as obras continuavam e, na sexta-feira (15), o JC produziu uma reportagem audiovisual informando sobre as intervenções que o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) estava realizando em APP.

Após repercussão do assunto, a Polícia Ambiental esteve no local no sábado (16), onde constatou que a obra estava sendo realizada em lugar diferente ao informado ao Instituto Estadual de Floresta (IEF). Após a constatação, a Polícia Ambiental realizou a autuação e embargou a obra.

Foto: Rafael Robatine/Jornal Cidade.

Desde 14 de maio, o Jornal Cidade tentou, sem sucesso, uma resposta do Saae. O último contato com a diretora, Fátima Tavares, aconteceu na tarde de quinta-feira (21). Na ocasião, Fátima Tavares afirmou que não responderia aos questionamentos do JC.

Câmara Municipal de Lagoa da Prata

A casa legislativa municipal, assim que tomou conhecimento da drenagem em área de vereda, encaminhou ofício ao Saae, solicitando documentos e a justificativa para realização de intervenção em APP. A responsável pelo ofício encaminhado ao Saae é a vereadora Cida Marcelino. Cida salienta que recebeu apenas um documento, datado de maio de 2019, onde o Saae apresenta requerimento para intervenção ambiental.

“Recebemos uma resposta muito superficial do Saae. Solicitamos toda a documentação que comprove a necessidade da intervenção e também as licenças dos órgãos responsáveis que liberaram o Saae a realizar a obra. A diretora, Fátima Tavares, disse ter toda a documentação, mas só recebemos até então o requerimento para intervenção ambiental datada de maio do ano passado. Após solicitamos a documentação, liguei várias vezes para a diretora do Saae, mas ela não atendeu minhas ligações”, explicou a vereadora.

Resposta ao Jornalista Júnior Nogueira.

A diretora do Saae Fátima Tavares, conversou com o jornalista Júnior Nogueira, do O Papel, e falou superficialmente sobre a obra embargada. Confira abaixo a resposta que o Saae concedeu de forma exclusiva ao jornal O Papel:

“De acordo com os documentos anexos, o processo foi protocolado no dia 27/09/2019 no IEF ofício de comunicação n° 130100001424/19 em caráter emergencial devido a proximidade das chuvas, consistindo na limpeza das margens do córrego Chico Felix, com o objetivo de retirar o excesso de vegetação que está represando o córrego e provocando inundações na região. A limpeza consiste na retirada do excesso da vegetação do leito do córrego e acomodação desse material às margens, de acordo com os prazos previstos na resolução conjunta SEMAD/IEF n° 1905/2013. O requerente da intervenção deverá formalizar o processo de regularização ambiental em no máximo 90 dias. Estes foram protocolados no dia 31/10/2019, dentro do prazo de 90 dias. Todos procedimentos foram realizados de acordo com a resolução.

Assista a reportagem na íntegra:

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