Presidente da AMM e prefeito de Moema se manifesta sobre pronunciamento de Bolsonaro

Presidente da AMM e prefeito de Moema se manifesta sobre pronunciamento de Bolsonaro

Em discurso, Bolsonaro fez duras críticas às medidas de isolamento, classificou a pandemia como uma "gripezinha", menosprezou  e culpou a imprensa, atacou governadores e ainda disse que a população está sendo levada à uma crise de histeria e pânico.

Clarissa Barçante/ALMG

O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), vice-presidente da Confederação Nacional de Municípios e prefeito de Moema, Julvan Lacerda, se posicionou após o pronunciamento em televisão aberta do atual presidente da república, Jair Bolsonaro.

Em seu discurso, Bolsonaro fez duras críticas às medidas de isolamento, classificou a pandemia como uma “gripezinha ou resfriadinho”, menosprezou  e culpou o trabalho da imprensa, que em meio às centenas de informações busca levar conhecimento, dentro do que ainda se sabe sobre o vírus, para população; atacou governadores que tomaram medidas de contenção em seus estados; e ainda disse que a população está sendo levada à uma crise de histeria e pânico.

Após a fala, o presidente foi duramente criticado por profissionais da saúde, líderes de partido, governadores e por parte da população. Não contente com o que o presidente da república expôs, Julvan Lacerda, divulgou um áudio sobre o que considera perante o pronunciamento do chefe de Estado e Governo. 

“Quando mata está revolto, o que se espera do comandante é firmeza no leme. E não é isso que nós estamos assistindo no Brasil hoje. Acabamos de ver perplexos um pronunciamento do presidente da república incoerente, destoante da realidade, orientando o povo, em horário nobre de televisão, a fazer o contrário do que a Organização Mundial de Saúde está orientando; do que os países de primeiro mundo estão fazendo; do que o próprio Ministério da Saúde comandado por ele está orientando. Isso é brincadeira! Isso é pra desorientar o povo num momento de crise, onde o povo está com medo, ansioso dentro de casa, esperando uma palavra de firmeza do comandante da nação, esperando uma palavra de equilíbrio, de prudência, de orientação, de consenso, vem o presidente da república atacar a imprensa, atacar outras lideranças do país numa guerrinha de interesse com governadores, querendo desmerecer um e outro, querendo jogar as responsabilidades nas costas de prefeito, querendo jogar responsabilidades nas costas de governador… Chama a responsabilidade para si, presidente! O momento é disso, a hora de mostrar liderança é na hora de crise. A gente conhece o bom marinheiro é no temporal; na maré-mansa qualquer um navega. Está na hora de o senhor assumir o comando do país e direcionar a gente. Para que rumo nós vamos? O que vamos fazer? Uma orientação firme, consistente para poder salvar o nosso povo. Não podemos deixar o povo morrer. Se é para voltar às aulas, restabelecer os serviços, deixar o povo ir para a rua, formalize isso. Revogue o decreto que o senhor mesmo publicou de calamidade pública federal. Para que o senhor então publicou se é tudo tão simples? Se é só uma gripezinha? Se é só um resfriado? Não é desse jeito que nós vamos resolver as coisas. Então, nesse momento em que o país clama por liderança, clama por um comando firme, o senhor está fugindo da luta, o senhor não está mostrando que é um brasileiro. É a hora de mostrar, não fuja à luta, não seja irresponsável, não seja inconsequente, porque nós estamos aqui. Estou falando em nome dos prefeitos que estão sofrendo junto com o povo, que estão na fronte de batalha pelejando para poder socorrer nosso povo, para ter medidas de contenção, para poder amenizar o sofrimento da nossa gente. E nós não vamos abandonar o barco não, nós vamos continuar agindo com responsabilidade, seguindo as orientações de técnicos, de pessoas estudiosas que conhecem e que falam com segurança do que estão falando e não de aventureiros que fazem discursos e usa um cargo tão importante da nação para desvirtuar um país como o Brasil”.

O que dizem as prefeituras?

A maioria das prefeituras não se posicionaram diretamente, exceto Santo Antônio do Monte, Arcos e Moema,  em suas páginas sociais, todas reafirmaram os planos de contingência do coronavírus.

Santo Antônio do Monte

Japaraíba

A Prefeitura Municipal de Japaraíba comunica que está realizando seus trabalhando essenciais para manutenção dos serviços básicos a população, porém sem atendimento ao público, caso seja realmente necessário entrar em contato com alguma secretaria, favor ligar para o número (37) 3354-1112.

A prefeitura informa ainda que elaborou um plano de contingência de saúde para os setores da prefeitura de forma a cumprir o decreto municipal de nº 015/2020 que dispõe sobre medidas de enfrentamento emergencial na área da saúde pública em decorrência do novo coronavírus- Covid-19.
Quanto as empresas, temos a dizer o que segue:

Esclarecemos que o decreto 015/2020 Art. 3° inciso II- supermercados e indústrias de médio e grande porte deverão apresentar plano de contingência para emergência em saúde Pública;

Até o momento foram entregues na secretaria de saúde 06 planos de contingência entre eles estão supermercados e Fábricas de Fogos.

Os supermercados apresentaram planos de contingências e foram deferidos;

Uma Empresa de fogos de artificio apresentou um plano de contingência para continuar suas atividades até o dia 27 de março;

Uma Empresa de fogos de artificio apresentou um plano de contingência que não atende as exigências, foi dado 24 horas para a apresentação de um novo plano e se deferido pretende continuar com suas atividades.

As demais empresas de fogos de artifícios optaram pela paralisação dos serviços e aguardam orientações da secretaria municipal de saúde.

Para informações adicionais podem acessar os nossos canais de atendimentos.

Telefone: (037) 3354-1112
www.japaraiba.mg.gov.br
Facebook: @prefeiturajaparaiba
Instagram: prefsjaparaiba

Lagoa da Prata

A prefeitura de Lagoa da Prata está realizando atendimentos no Centro de Especialidades Médicas para os viajantes que chegam no município, instalou barreiras sanitárias nas entradas da cidade e ainda mantém o decreto instalado pelo governador Romeu Zema.

Arcos

Bom Despacho

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