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‘Entrave judicial com o Atlético é simples de ser resolvido’, afirma Gilberto Silva

Foto: Arquivo pessoal

Gilberto falou sobre sua vida pessoal, sobre a Seleção Brasileira e sobre o Atlético

Por: Hoje em dia

De simples funcionário da fábrica de caramelo em Lagoa da Prata, na região Central de Minas Gerais, a melhor jogador brasileiro da história do futebol inglês. Olhar para trás e avaliar o caminho percorrido durante os 41 anos de vida, com certeza, é motivo de orgulho para o ex-volante Gilberto Silva, que pendurou as chuteiras para entrar de corpo e alma na carreira de consultor esportivo.

Em entrevista ao jornal Hoje em Dia, realizada durante o evento de comemoração dos 20 anos do título do América na Série B do Brasileirão, o ex-volante – campeão do mundo com a Seleção e da Libertadores pelo Atlético – falou da ascensão no futebol, comentou o entrave judicial com o Galo, que se arrasta desde 2015, e revelou como funcionará a Partner Sports, empresa que abriu com o sócio Fábio Mello.

Como tem sido a sua vida de aposentado?

Tenho trabalhado bastante. Foi um ano corrido, mas agora dei uma pausa. Daqui a pouco nem entro mais em casa, de tanto que tenho viajado (risos). Atuei como embaixador do Arsenal, divulgando o clube na Ásia, e da Fifa, fazendo trabalhos relacionados à Copa do Mundo. Tenho também outros projetos. Comecei no mês passado um curso de gestão na UEFA.

Esse curso na UEFA pode te render quais frutos?

A questão para mim agora é me capacitar para estar mais preparado no futebol. Por quase 20 anos joguei no campo verde, num terreno que sempre me preparei diariamente. Agora, estou me preparando para uma segunda carreira, seja qual for dentro do futebol. Ser treinador, porém, ainda não é algo que mexe comigo.

Você foi eleito recentemente como o melhor jogador brasileiro da história do futebol inglês. Como recebeu este prêmio?

Com muita alegria, principalmente por ser um jogador de defesa. Fiquei seis anos no Arsenal e este reconhecimento é grandioso. Quando cheguei na Inglaterra, poucos brasileiros estavam lá. O Edu Gaspar, inclusive, foi fundamental para minha adaptação.

Arquivo pessoal

O pentacampeonato da Seleção Brasileira comemora 15 anos em 2017. Quais as lembranças daquele mundial?

Vem muita coisa à cabeça. Às vezes a gente não dá conta de que se passaram tantos anos. Porém, quando falamos nesta conquista, as coisas vêm muito rápido na memória e voltamos no tempo. Lembro de comemorar com a taça, do Ronaldo fazendo gol, e principalmente da dificuldade que passamos para classificar. Estávamos muito focados e unidos. A “Família Scolari” era realmente o que vivíamos e não apenas coisa que falavam.

Podemos comparar aquela Seleção com a atual? A “Família Tite” pode seguir os mesmos passos?

O que o Tite conseguiu formar em tão pouco tempo é maravilhoso. O que aconteceu em 2014 no Brasil, jamais vamos esquecer. Temos que lembrar sempre para melhorar o processo. Foi uma surpresa e um fato decepcionante, a Confederação e outros órgãos não terem parado após os 7 a 1 para discutirem o que estava acontecendo com o futebol brasileiro. Acho que o momento agora é bem mais confortável, é um grupo mais equilibrado e que vai chegar preparado na Copa. Não acho que somos favoritos, mas temos boas chances.

Você foi campeão da Série B com o América, em 1997. Ali, estava apenas engatinhando no futebol. Como foi aquela conquista?

Eu ficava aquecendo desde cedo e ficava olhando para o Givanildo. Para mim foi algo inédito, pois estava começando no América. Não fiz categorias de base e quase não joguei. Cheguei ao América com 16 anos, mas após cinco meses tive que voltar para Lagoa da Prata, onde trabalhei numa fábrica de caramelo. Retornei ao clube aos 19 e as coisas foram acontecendo muito rapidamente. Em 1996 assinei meu primeiro contrato e no ano seguinte participei desta campanha. Entrei em quase todos os jogos e fiz parte.

O que o Atlético representa na sua vida?

Muito, assim como o América. Quando cheguei no Atlético em 2000, tive uma projeção muito grande. Jogar o Campeonato Brasileiro, em 2001, foi algo muito especial. Perdemos a oportunidade de chegar à final, o que foi dolorido, mas ganhei a premiação individual, de ser convocado para a Seleção Brasileira no final do ano. A partir daí, as coisas evoluíram muito rapidamente. O Galo fortaleceu tudo o que eu já tinha vivido no América.

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