Editorial – Edição 124

Editorial – Edição 124

Foto: Reprodução/Internet

Quem acompanha as reuniões de vereadores, seja pela rádio, pelo site da Casa, ou presencialmente (desta última forma pouquíssimas pessoas participam), percebe as tantas alfinetadas que eles soltam uns nos outros. Percebe também que os projetos que mais geram discordâncias são as discussões de temas que interferem particularmente na vida deles mesmos.

Para citar como exemplo, no início deste mês foi votado um projeto de lei que pedia a extinção de reembolso de despesas de viagens dos vereadores. A primeira votação aprovou o projeto, tendo sido contra apenas a vereadora Quelli, que em seu discurso disse que não abria mão do direito que já tinha. Entretanto, na semana seguinte quando o projeto estava para segunda  votação, as ideias mudaram e, haja discussão! Conclusão: uma reviravolta no placar.

Esta semana outro projeto que deu o que falar foi um apresentado pelo vereador professor Elias, pedindo para não haver mais alteração do dia de reunião, que acontece toda segunda-feira.  Eventualmente isso ocorre quando um vereador tem um compromisso que o impedirá de participar da sessão, e pede então para mudar o dia. Novamente foi aquele falatório.

Para mim, o melhor disso tudo é poder conhecer cada vereador com a sua “veia quente” e, mais ainda, me apropriar dos enigmas que são expressados para atingirem os adversários. Esse pode ser, sim, um dos lados positivos, mas, para falar a verdade, é preciso mais respeito no geral.

Sobre a situação, eu fico pensando “cá com meus botões” em tantos outros projetos que não são discutidos com mesmo fervor. Não que eu ache que isso seja fundamental, mas o que eu vejo é a diferença em relação ao sentimento de “pertencimento” daquilo que está em votação. Uma coisa é ver os parlamentares defenderem com veemência o que realmente acreditam ser o melhor para eles próprios. Porém, bonito mesmo seria vê-los defender com tanto afinco aquilo que acreditam ser o melhor para o povo.

Paz e bem a todos!

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