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Por: G1

Produtores rurais recorrem à irrigação de lavouras na falta de chuvas, mas o sistema custa caro. Em Divinópolis, os produtores buscam outros meios para economizar água e dinheiro.

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O horticultor Nivaldo Lopes Flasão afirma que, por conta do calor intenso e da pouca chuva, a lagoa está quase seca. “A produção ficou mais cara porque tive que bombear a água da lagoa para irrigar as plantações, e isso dobrou o consumo de energia. Antes pagava cerca de R$ 280 por mês e com o equipamento passei a pagar R$ 480”, explicou.

Para irrigar o plantio, Nivaldo usa a microaspersão, em que o equipamento é instalado a cada três metros. Segundo ele, o gasto com água é em torno de 50 mil litros por dia. “Penso em mudar o sistema para gastar menos água e economizar mais energia”, afirmou.

A produção ficou mais cara porque tive que bombear a água da lagoa para irrigar as plantações, e isso dobrou o consumo de energia. Antes pagava cerca de R$ 280 por mês e com o equipamento passei a pagar R$ 480

Na fazenda de Rosangela Maria Rodrigues, o sistema para irrigar os dois hectares é o mesmo. No entanto, a produtora vivencia um dos piores períodos no setor. Nos últimos seis meses, ela perdeu 40% da produção por conta da seca. “Muitas das nascentes secaram e o consumo teve de diminuir. Tive que desligar bombas de água porque não conseguia irrigar as plantações e muitas queimavam devido ao calor”, salientou.

Ela afirma que o sistema tem um gasto de 25 mil litros de água por dia. A intenção da produtora é substituí-lo por outro mais eficiente, que faça ela economizar pelo menos 30% do volume de água e amenizar os prejuízos em períodos de seca.

Segundo o agrônomo da Empresa Brasileira de Extensão Rural (Emater), Alberto Coutinho Amaral, a microaspersão é eficiente, mas é possível encontrar outros sistemas. “Com esse problema de escassez, os produtores buscam melhorar os equipamentos de irrigação. Um dos mais eficientes é o sistema de gotejamento, que são fitas gotejadoras que passam pela área plantada e têm uma eficiência muito maior do que a microaspiração”, explicou.

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