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Os bandidos vieram de Bom Despacho e foram presos com ajuda do dono de um estabelecimento comercial

Uma relojoaria localizada no centro de Lagoa da Prata foi assaltada na tarde de segunda-feira (11). Dois indivíduos da cidade de Bom Despacho entraram no local portando arma de fogo e anunciaram o assalto. A Polícia Militar foi acionada assim que os autores fugiram do local. Ainda em fuga, eles foram surpreendidos por uma equipe da PM, que iniciou a perseguição por várias ruas da área central e do bairro Gomes até que eles retornaram para o centro da cidade e abandonaram a motocicleta utilizada no crime atrás de alguns veículos e entraram em uma oficina, tendo em seguida subido nos telhados das residências e comércios.

Com a chegada do reforço policial o quarteirão foi cercado e após intensas buscas um dos autores foi localizado e apreendido após tentar fugir pulando muros e telhados para ter acesso à rua. Ele foi capturado portando um revólver calibre 32 com seis munições intactas. Houve disparos e a rua estava cheia de populares querendo ver o desfecho da perseguição.

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O outro autor foi preso minutos depois no telhado de uma empresa de alarme com a ajuda do próprio dono do estabelecimento. Ao ser conduzido para a viatura, populares que acompanharam a ação aplaudiram a ação da polícia e alguns, mais entusiasmados, gritavam “Deixa nós (sic) bater nele”, “Deixa
nós (sic) dar nele um cascudo”.

A ação mobilizou quatro viaturas e pelo menos 12 policiais. Todos os artigos furtados foram recuperados. A motocicleta utilizada no crime – que não era produto de furto – e a arma de fogo foram apreendidas.

De acordo com o Capitão Simões, a Polícia Militar tem desenvolvido importantes operações de combate ao crime. “Excelente trabalho repressivo da polícia, que no mesmo dia também efetuou a prisão de três autores por tráfico de drogas, sendo na ocasião apreendidas 95 pedras de crack, algumas
buchas de maconha e mais de mil reais em dinheiro. Na data do assalto efetuamos a consulta da placa no momento dos fatos. Não constava nenhum impedimento em desfavor do veiculo”, afirmou.

Veja o vídeo:

Para o Sargento Pereira, a ação da polícia foi instantânea. “A minha equipe estava na Delegacia de Polícia Civil para um auto de prisão em flagrante de traficantes, quando escutamos pelo rádio que a viatura do sargento Dênis necessitava de apoio devido a um roubo à mão armada na Relojoaria Ômega. De imediato, saímos e deparamos com dois indivíduos em uma moto pela Avenida Brasil, momento em que iniciamos a perseguição pelas ruas da cidade. Notamos que o rapaz da garupa estava com uma mochila, características idênticas às repassadas pela nossa sala de operações. Os meliantes foram perseguidos e, dada a pressão sobre eles e a dificuldade de fugirem das viaturas, eles entraram em uma oficina mecânica, abandonando o veículo e fugindo a pé, se desfazendo pelo caminho dos produtos do roubo. Subiram
no telhado de residências e foram cercados e posteriormente capturados”, descreveu.

Pereira também frisou que a Polícia Militar tem muito zelo com a segurança do cidadão de bem. “Somos cautelosos quando o assunto é perseguir alguém no trânsito. Se notarmos que dali
possa ocorrer um mal maior, cessamos a perseguição. Ali os meliantes foram pegos de surpresa e devido ao empenho incondicional dos policiais e o compromisso com o resultado a ocorrência foi resolvida com êxito. A ajuda da população foi magnífica, nos dando apoio, ficando a distância para não atrapalhar nossa ação, repassando informações tanto para nós, que estávamos na rua, como para a sala de operações”.

BANDIDO MOSTRA INDIFERENÇA
Em entrevista ao repórter Luiz Francisco, da rádio Veredas, um dos bandidos disse ser normal a situação. “É isso aí mesmo. Sou culpado. É isso mesmo, agora é prisão, isso é normal”, disse.

De acordo com o Tenente Morais, que também participou da operação, a polícia já estava próxima ao local quando foi acionada. “Agimos rápido. Todo o material foi recuperado e a motocicleta que estava sendo utilizada por eles foi apreendida. Não tivemos feridos, mas gostaria de fazer um alerta para a população, pois neste tipo de ocorrência sempre há a possibilidade de troca de tiros. Então orientamos a população a evitar aglomeração para não ser atingida por bala perdida. Indivíduos como esses normalmente praticam séries de assaltos, prendendo dois como foi o caso, já são menos bandidos nas ruas”, afirmou.

Para uma das vítimas, que não quis se identificar, o momento do assalto foi de muito medo. “Jogaram-nos no banheiro, deram vários chutes e coronhadas na cabeça pedindo ouro. Eles diziam: Ouro, ouro, ouro… eu quero é ouro. Chutavam-nos muito. Eles pegaram algumas coisas na loja e outras de um cliente, e fugiram logo. Primeiro vem a raiva de ver como eles agem e depois o alívio de saber que foram presos. Estou muito nervoso, preocupado e tenso por nunca ter passado por isso”, revelou.

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