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Família Acolhedora em Lagoa da Prata - O casal Quito e Maria Aparecida acolhe crianças desde o início do programa, em 2008.
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Atualmente, o município conta com 12 Famílias Acolhedoras. Esse número não é suficiente para acolher todas as crianças em situação de risco.

O Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora (PFA), por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, está realizando uma campanha para aumentar o número de famílias acolhedoras no município.

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Em entrevista ao Jornal Cidade a assistente social Caroline de Carvalho Castro e o psicólogo Rodrigo Tavares Mendonça explicam que a Família Acolhedora irá contribuir na superação da situação vivida pelas crianças e adolescentes, preparando-os para a reintegração familiar ou colocação em família substituta”, afirmou Castro.

A assistente social também destaca que é feito um trabalho com todo o meio envolvido, principalmente com a criança. “O trabalho principal é realizado com a família da criança, que é chamada por nós como família de origem. O serviço de Família Acolhedora é uma alternativa de abrigo, pois é um atendimento mais humanizado que a criança irá receber. Neste período a criança estará em família e não em uma instituição”, afirmou.

Segundo o promotor da Vara da Infância e Adolescência, Luís Augusto de Rezende, quando uma criança vai para uma Família Acolhedora o propósito é que ela seja cuidada e posteriormente retorne à família de origem. “O objetivo do programa não é romper em definitivo os laços de convivência da criança com a sua família de origem. É simplesmente afastá-la temporariamente e excepcionalmente do seu ambiente de convívio familiar para retirá-la de uma situação de risco social. Então, oportunamente, será permitido a reinserção dela em sua família de origem o mais breve possível”, enfatizou.

De acordo com Francisco José Miranda, mais conhecido por Quito, integrante do Família Acolhedora, o programa cria um laço afetivo entre as famílias. “É algo muito bom, e para ambas as partes. Hoje, me apeguei tanto a essas crianças que não consigo ficar sem vê-las. Elas são da minha família”, afirmou.

Para Maria Aparecida de Miranda, esposa do Quito, a presença das crianças contribuiu para que ela conseguisse superar alguns problemas pessoais. “A primeira vez que acolhi uma criança aconteceu em um momento muito difícil da minha vida, pois havia acabado de perder meu filho. Elas vieram para acrescentar e me ajudar a sair de casa em um momento tão delicado. Hoje elas são como minhas filhas também, pois criamos um vínculo. É um projeto muito gratificante”, destacou.

Mãe de uma criança acolhida - Uma filha de Susan foi acolhida pela família de Quito e Maria Aparecida durante o período em que a mãe se recuperou da dependência química
Mãe de uma criança acolhida – Uma filha
de Susan foi acolhida pela família de Quito e
Maria Aparecida durante o período em que a mãe se recuperou da dependência química

Para Susan Kellen de Oliveira, mãe de uma criança acolhida pela família Miranda, o programa Família Acolhedora a resgatou do fundo do poço. “Eu tenho 5 filhos e estava envolvida com drogas. Quando morava em Bom Despacho meus filhos foram tirados de mim pelo Conselho Tutelar e entregues para minha mãe. Mudei para Arcos, e logo depois vim para Lagoa da Prata e me tornei moradora de rua e ainda, usuária de drogas. Foi quando pedi ajuda ao Nelson, que na época era conselheiro tutelar, para que arrumasse alguém para cuidar das minhas filhas, pois eu queria me tratar. Foi então que o programa Família Acolhedora entrou em minha vida”, afirmou.

As inscrições das famílias interessadas em ser acolhedoras deverão ser feitas no PFA na rua Luiz Guadalupe, 196, Centro. Para ajudar nos custeios a Família Acolhedora receberá uma ajuda financeira enquanto estiver acolhendo as crianças e/ou adolescentes.

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