Vereadores realizam oitiva no processo contra presidente da Câmara de Lagoa da Prata

Vereadores realizam oitiva no processo contra presidente da Câmara de Lagoa da Prata

Josiane Almeida será intimada e terá um prazo de cinco dias para apresentar sua defesa final.

Na última sexta-feira (10), aconteceu uma oitiva na Câmara Municipal de Lagoa da Prata, onde a Comissão ouviu testemunhas na investigação que apura denúncias de assédio moral contra a presidente da Câmara, Josiane Almeida. Segundo a vereadora Quelli Cássia, foi uma oitiva demorada, tendo início às 8h e término às 17h, onde nove testemunhas apareceram e apenas quatro não estiveram presentes. A acusada, portanto, será intimada e terá um prazo de cinco dias para apresentar sua defesa final, e a Comissão também elaborar o relatório final julgando a denúncia pela procedência ou improcedência, consequentemente procedência, vai para julgamento de cassação ou não.

A denúncia foi feita no dia 16 de março deste ano e o caso foi parar no Ministério Público. No documento, as ex-servidoras Carla Fernanda e Michelle Calixto (que também foram ouvidas na oitiva) acusam a presidente da Câmara, Josiane Almeida, de assédio moral e enfatizam que a vereadora, entre outras denúncias, forçou as servidoras a pagar do próprio bolso, contas pessoais da presidente da casa. Um dia após a apresentação da denúncia, as servidoras foram exoneradas pela presidente.

Na denúncia, as servidoras confirmam que Josiane, juntamente com Edson Silva, coagiam para que elas não prestassem assessoria aos demais vereadores da casa, e ficassem em função exclusiva da então presidente da Câmara e companheiro. As servidoras alegam também que desde que tomaram posse, Josiane Almeida reclamava constantemente de dívidas financeiras, e que em determinado momento, forçou as servidoras a pagar despesas pessoais dela.

As servidoras afirmam que o companheiro da presidente da Câmara fazia ameaças veladas constantes contra elas. Que em inúmeras vezes a vereadora Josiane Almeida obrigava as servidoras a levá-la em restaurantes, cabeleireiros e clínicas veterinária, em horário de expediente e em carros particulares das assessoras. As ex-servidoras apontam ainda que, em viagens que a vereadora deveria estar exercendo atividades referentes ao legislativo municipal, Josiane as obrigou a acompanhá-la em visita a um circo onde a vereadora tinha conhecidos e que na ocasião, colocou a segurança das servidoras em risco.

No dia 24 de abril, o Ministério Público abriu um Inquérito Civil Público para investigar as denúncias.

No dia 22 de maio, a história ganhou um novo capítulo após o Ministério Público ajuizar uma ação penal contra Josiane Almeida e seu companheiro Edson Tadeu.

“No dia 22 de maio eu ajuizei ação contra a senhora Josiane e contra o senhor Edson Tadeu, em razão destes mesmos fatos que ensejaram o ajuizamento da ação civil pública. Na ação penal eu atribuo à vereadora Josiane, a prática do crime de concussão, que é exigir vantagem para si mesmo em razão do exercício do cargo ou em função dele. E atribuí ao senhor Edson Tadeu, o crime de usurpação de função pública que é alguém se passar de agente público, como se fosse legalmente investido do exercícios desta função”, finalizou o promotor de Justiça em entrevista dada no dia 22 de maio ao Jornal Cidade.

No mesmo dia, a reportagem entrou em contato com Josiane, que disse que não havia sido informada sobre a questão e por isso não tinha condições de falar sobre o assunto.

Vale ressaltar que o Jornal Cidade voltou a tentar contato com a presidente da Câmara para a atual matéria, e não obtivemos resposta.

► DEIXE ABAIXO SEU COMENTÁRIO ◄