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Vereadora faz denúncia sobre a Policlínica de Lagoa da Prata e prefeito rebate informações

A vereadora ainda fez críticas sobre a gestão da secretaria. Em resposta à vereadora, o prefeito Di-Gianne Nunes divulgou um vídeo sobre o assunto.

Durante a reunião da Câmara de Lagoa da Prata desta segunda-feira ( 2), a vereadora Sônia Antonia Dias Tavares (MDB) , utilizou o momento da palavra livre para falar sobre alguns problemas que pacientes e funcionários da Policlínica estariam enfrentando.

“Achei uma irresponsabilidade, uma falta de amor ao próximo e de carinho o que estão fazendo com os pacientes da Policlínica. Terça-feira, uma funcionária da limpeza recebeu a ordem de que na quarta-feira era para deixar o portão fechado e que se ela o abrisse antes das 7h iriam trocar ela de setor. Eu achei isso desumano. O pessoal me procurou para perguntar ao prefeito o motivo disso agora. Eles estão lá na porta às 5 horas da manhã no frio, no relento, mãe com criança no colo, adulto, idosos, tudo sentado lá de fora no frio. Não poder abrir um portão? Que maldade é essa será?”, indagou ela.

A vereadora ainda fez críticas sobre a gestão da secretaria.

“Não foi secretário que elegeu o prefeito, foi o povo. E o secretário às vezes, e os cargos de confiança também, vão mostrar as coisas só maquiadas; está tudo uma beleza, nunca vão falar as coisas que estão difíceis ou ruins, mas o povo está indignado. Pois quando ela fala que é para abrir às 7 horas, pra lavar o posto; querem que o povo sente nos bancos molhados? Jogar água no cimento grosso e levantar aquele mau cheiro, isso é que é produzir saúde, secretária de Saúde? Um paciente veio falar comigo indignado falando que teve que levar a mãe dele em casa três vezes por ela estar com diarreia na fila e o portão da Policlínica fechado. Isso é desumano e tenho certeza de que o prefeito não continuará com essa disparidade. A secretária fala que lá passa 50 pacientes por dia, mas deve ser 200, pois há PSF’s sem médicos. A Policlínica pode ser comparada à UPA, só não é aberta 24 horas. Isso não é um pedido meu, não, é do povo que está lá doente”.

Soninha ainda sugeriu mudanças caso a situação continue. “Se o senhor prefeito for continuar com essa disparidade de largar esse portão fechado, deve colocar um toldo lá fora enorme, e um banco de canto a canto da rua para o povo ficar sentado lá; e chamar a GCM para cuidar da segurança deles, além de colocar banheiro para seu povo que está doente no relento e frio”.

Em resposta à vereadora, o prefeito Di-Gianne Nunes divulgou um vídeo sobre o assunto.

“A vereadora deu uma declaração que merece uma explicação da minha parte. Vereaora, o Auxílio Emergencial em que ajudamos mais de 2 mil famílias, inclusive foi elogiado e reconhecido pelo Sebrae, é virar as costas para o povo? A Casa de Apoio de Divinópolis, onde o pessoal ficava lá o dia inteiro, hoje tem conforto e alimentação, pois o povo merece. Isso é virar as costas para a população? O arco cirúrgico que colocamos no hospital para realizar cirurgias que não se faziam no Hospital São Carlos e hoje faz; de agosto pra cá mais de mil cirurgias foram feitas, entre catarata, ortopedia e outras. De agosto pra cá, foram quase 300 partos, onde, inclusive, pela primeira vez na história de Lagoa da Prata, elas têm médico 24 horas se passarem mal. Fizemos um convênio para atender essa falha que sempre aconteceu. Isso é virar as costas para a população? Isso sem contar a questão do Centro de Testagem e nosso enfrentamento muito firme em relação à covid. Em relação à ressonância magnética era 50 no ano e acabamos de comprar 380. E mais diversas consultas, ou seja, um aumento significativo, inclusive na Policlínica para dar mais conforto para a população”, explicou ele sobre alguns investimentos.

O prefeito também falou sobre algumas denúncias direcionadas à policlínica.

“Recebemos algumas denúncias relacionadas a alguns certos privilégios em relação à marcação pré agendada de consultas, e estamos apurando, pois todos devem ter o mesmo tratamento. Além do aumento de faltas em consultas e exames especializados, o que também estamos apurando.Para melhorar a condução, somar e ajudar na Policlínica colocamos a Michele, que quem conhece o trabalho dela lá do Centro de Especialidades sabe o quanto ela é competente, o quanto vai somar e ajudar ali na Policlínica devido ao fluxo.  Todas essas ações passam por reavaliação, o que deu certo ou não, o que pode funcionar, e qual o caminho que a gente pode chegar”.

Nesta segunda-feira (16), a reportagem do Jornal Cidade conversou com a vereadora, que informou que as mudanças ainda não ocorreram. “Nesta segunda (16), eles conseguiram entrar mais cedo porque choveu, os outros dias quando eu chego às 6h40 mais ou menos eles já entraram depois que joga água e limpa”, disse.

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