Tenente Andreote fala sobre a redução dos índices de crimes em Lagoa da Prata

Tenente Andreote fala sobre a redução dos índices de crimes em Lagoa da Prata

Tenente Andreote - Polícia Militar

O policial mostrou os índices, falou sobre a internação de menores infratores, da parceria com a população e outros órgãos, operações e blitz

A Polícia Militar de Lagoa da Prata, por meio do Tenente Andreote, apresentou dados sobre os índices de crimes no município. “Nesses primeiros seis meses, em relação ao ano passado, tivemos um maior número de apreensões devido ao trabalho enfático feito pela Polícia Militar. Nós temos um número maior de militares nas ruas, temos um recurso logístico melhor, ou seja, temos novas viaturas, que vieram por meio dos poderes Executivo e Legislativo; e contamos hoje com o aumento do efetivo de treze militares”, afirmou.

O Tenente também explicou que a polícia tem investido em operações. “Essas operações fazem com que alguns saldos diminuam e outros aumentem como é o caso da remoção de veículos, que foi bem mais que o primeiro semestre do ano passado. Vale ressaltar que há uma diferença entre veículo removido e apreendido, onde, veículo apreendido quer dizer veículo oriundo de crime e o removido é por infração de trânsito”, afirmou.

Segundo Andreote, o saldo positivo está relacionado com a atividade preventiva repressiva, viaturas equipadas e um efetivo maior. “Isso, não falamos somente em números, mas também em qualidade dos serviços executados. Com maior número de operação conseguimos prender e apreender autores de tráfico de drogas e consumidores. É preciso destacar que neste ano, até o momento, tivemos uma redução na apreensão de arma de fogo, porém também tivemos uma redução de roubos. É muito importante destacarmos a parceria que temos com o 7º Batalhão que, rotineiramente, desencadeia operações em conjunto; a parceria com a Guarda Civil Municipal, a Polícia Civil, Ministério Público, Apac,  Consep ,Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário”, frisou.

Confira os dados:

Crime

Percentual

Veículos recuperados 4% a mais que em 2016
Veículos apreendidos 24,8% a mais que em 2016
Veículos removidos 36,8% a mais que em 2016
Acidentes de trânsito sem vítima Houve uma redução de 35,8%
Acidentes com vítima Houve uma redução de 45,3%
Veículos furtados Houve uma redução 35,9%
Veículos roubados Houve uma redução de 30,6%
Pessoas presas 11,1% a mais que em 2016
Menores apreendidos 23,9% a mais que em 2016
Tráfico de drogas 8,3% a mais que em 2016
Uso e consumo de drogas 176% a mais que em 2016
Arma de fogo Houve uma redução de 55%
Roubo consumado Houve uma redução de 22,8%
Crimes registrados Houve uma redução de 28%
Crimes violentos Houve uma redução de 16%
Homicídio Tentado Houve uma redução 28%
Sequestro Redução de 100%
Crimes de menor potencial ofensivo Houve uma redução de 35%
Furtos Houve uma redução de 35%
Ameaça Houve uma redução de 31%
Danos Houve uma redução 35%
Lesão corporal Houve uma redução de 7%
Desobediência Houve uma redução de 48,8%

*Períodos analisados: até 30 de junho de 2016 e até 30 de junho de 2017

Alerta de blitz e/ou operações em redes sociais

Divulgar blitz e operações policiais pode trazer prejuízos para o cidadão. “As blitzes ou operações são positivas em relação a diversos crimes. Muita das vezes a população entende que a blitz ou operação é uma medida administrativa em que a Polícia Militar realiza essas somente para ação fiscal como, por exemplo, verificação se os documentos estão em dia ou se o condutor pagou IPVA. A princípio, essa não é a nossa função, mas sim buscar autores de crimes que estão utilizando a via pública. Muita das vezes recuperamos veículos produtos de furtos ou roubos, fazemos apreensão de menores infratores, entre outros. Pedimos encarecidamente à população que divulguem essas ações em redes sociais”, solicitou.

Andreote também frisou que, às vezes, quem denuncia impede a prisão de um sequestrador ou um traficante. “Se esse infrator fica sabendo da operação ou blitz ele altera a sua rota, ou seja, quem divulga colabora para que o criminoso continue nas ruas e, muitas vezes, impede que a vítima seja socorrida”, destacou.

Netwise

Parceria com o Ministério Público e Poder Judiciário poderá garantir a internação de menores infratores

Autores de crimes que são menores de idade poderão ser internados após a Polícia Militar ter firmado uma parceria com o Ministério Público e Poder Judiciário de Lagoa da Prata. A medida visa assegurar a população. “Firmamos uma parceria com o Ministério Público e com o Poder Judiciário para que sejam conseguidas vagas para internação de menores infratores de Lagoa da Prata. Aquele menores infratores que, muitas das vezes, nós não conseguimos mantê-los acautelados ou internados por falta de vagas, hoje, estamos fazemos essa gestão”, disse.

Andreote destacou que essa parceria é muito positiva. “O sentimento de impunidade existe e com a internação desse menores infratores vamos ter, realmente, a sensação de cumprimento das medidas estipuladas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (Eca). Muita das vezes a sociedade fala que não acontece nada com o menor e que ele pode aprontar o tanto que quiser, mas não é bem assim. O menor, hoje, de acordo com o Eca, pode ficar internado por até três anos. Há medidas socioeducativas previstas, porém, muita das vezes há o déficit de vagas. Com essa parceria, conseguiremos fazer internações”, explicou

Parceria com a comunidade

Vários crimes, segundo o Tenente, foram resolvidos com a parceria da população. “Agradecemos à população que tem ligado no 190 ou no 181 para fazer denúncias, que são anônimas. É importante para nós, pois somos parceiros. Já prendemos e apreendemos vários autores de crimes, recuperamos objetos furtados e roubados. Muitas dessa ações só tiveram saldo positivos porque alguém ligou para nós e fez a denúncia. Não precisa ter receio, não queremos saber a identidade de quem denuncia e sim encontrarmos responsáveis por crimes e objetos roubados e furtados”.

Vale ressaltar que, há uma certa exceção, como é o caso de crime de perturbação de sossego. “É perturbação de sossego alheio, então, a pessoa tem que demonstrar que está sendo perturbada. Assim, nós explicamos para o cidadão que solicita o serviço que vamos ao local e que se o barulho não cessar ele terá que se identificar. Mas vamos explicar tudo para que o cidadão entenda a situação”, explicou.

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