Templos religiosos tiveram que se reinventar para passar pela pandemia

Templos religiosos tiveram que se reinventar para passar pela pandemia

O Jornal Cidade conversou com líderes de diversas religiões, onde contaram o que cada denominação teve que fazer para continuar dando apoio espiritual aos seus fiéis.

Reportagem: Matheus Costa

Não é novidade que esse momento de pandemia está difícil para todos. Ficar trancado dentro de casa ou ser obrigado a usar máscaras sempre que resolvemos colocar o pé para fora está se mostrando um desafio a cada dia. Esse é um momento de luta tanto física quanto mental, e, para muitos, também espiritual.

Diante da pandemia do novo coronavírus e as orientações para que a população fique em casa, muitas entidades e estabelecimentos tiveram que fechar as portas ou diminuir o número de pessoas que adentram no local a fim de não causar aglomerações. Com decretos que proíbem a abertura de lugares públicos, os fiéis também sofreram com a mudança que o vírus trouxe.

Com isso, as igrejas, que sempre foram a principal fonte de abastecimento da fé para muitas pessoas, também tiveram que se adequar às novas normas segundo as autoridades sanitárias.

De acordo com o pároco da Paróquia São Sebastião de Lagoa da Prata, Almerindo da Silveira Barbosa, a Igreja Católica Apostólica Romana, no Brasil, está encarando a pandemia da Covid-19 com os templos fechados, mas continua atuante.

“Diante da realidade todos são chamados a se reinventar. Com a igreja não poderia ser diferente. É verdade que o mundo não poderá voltar ao ‘normal’ de antes, mas voltará de forma diferente, de um jeito novo. Com isso, precisamos nos adaptar, como por exemplo, usando e explorando melhor os meios de comunicação, de modo especial as redes sociais, que também é lugar de encontrar com Deus”, disse.

Antes da pandemia, os fiéis católicos se reuniam diariamente para as celebrações na Igreja São Sebastião em Lagoa da Prata. (Foto: Igreja São Sebastião)

Conforme o pároco, enquanto diocese da cidade de Luz, todos estão em quarentena desde o dia 18 de março. “Desde então, nossas celebrações têm sido sem a presença dos fiéis, aonde os mesmos são convidados a participarem de suas casas, em família. Com isso, os mesmos foram convidados a tomar uma maior consciência sobre o valor da igreja doméstica e um melhor aproveitamento da meditação da palavra de Deus. Mesmo diante das dificuldades a igreja não deixou de oferecer o auxílio espiritual às pessoas, seja através de telefonemas, redes sociais ou até mesmo de forma presencial, respeitando as normas sanitárias. Confesso que é uma realidade desafiadora. Estávamos acostumados com um ritmo muito acelerado, com muitas celebrações, encontros, atendimentos, reformas de espaços físicos etc. De repente tivemos que desacelerar tudo e repensar nossa caminhada”, relatou Almerindo.

Por fim, o pároco ressalta que “esse é um momento de reconstruir, de reinventar um novo modo de ser igreja. O coronavírus, acredito, veio para nos ensinar a sermos pessoas melhores, a valorizarmos mais os sacramentos, de modo especial a Eucaristia e a valorizarmos mais a igreja a qual pertencemos. Então, que saibamos tirar proveito dessa realidade e sermos pessoas melhores, cristãos mais comprometidos e mais engajados com as causas do Reino de Deus e do Evangelho de Jesus Cristo”, finalizou.

O lagopratense Alexandre Melo, que é um dos líderes do Grupo Espírita Maria de Nazaré (Geman), contou ao Jornal Cidade que eles fazem lives todos os domingos às 9h, que são transmitidas simultaneamente no Facebook e Instagram. “Nós entendemos que quem realmente deseja buscar o sagrado, quem quer buscar a Deus,estará acompanhando a live, porque ninguém vai ser o mesmo após o coronavírus. Aquele que disserr que não mudou após a pandemia, ele é mais doente que o próprio vírus. Então, é necessário entender que o coronavírus trouxe uma mudança para a vida de todo mundo”, contou.

Parte da família Grupo Espírita Maria de Nazaré, em Lagoa da Prata. (Foto: Geman)

Alexandre acredita também que esse momento seja a manifestação da lei de Deus para a evolução das pessoas. “Mas por que Deus permite isso? Porque temos que colher os frutos positivos e negativos dessa pandemia. O coronavírus não trouxe apenas fatores negativos, ela também trouxe os positivos, que é a união da família, que é voltar a ter uma vida social. É um momento também das pessoas se voltarem mais para Deus independente da religião. A pandemia está nos cobrando a voltarmos ao sagrado e entender que há uma inteligência suprema que comanda isso tudo. Contudo, nós como Casa Espírita Umbandista respeitamos tanto a lei de Deus como a lei dos homens, por isso, ainda estamos com as atividades suspensas. E mesmo que a lei dos homens libere, nós dependemos também da espiritualidade para liberar nossas atividades”, finalizou.

O Jornal Cidade também conversou com pastores representantes das Igrejas Cristã Maranata de Arcos e Lagoa da Prata, Ronilson Rezende Faria, Walter Bruno de Oliveira Minucci, Joval Alves Soares Junior e Maxwell Alves Ramos, que explicaram, por meio de um artigo, como a denominação tem auxiliado os fiéis nesse período. Além disso, a Igreja Maratana, a igreja tem oferecido assistência em seus canais de comunicação nas redes sociais.

 

O homem em busca de respostas

Autores: Ronilson Rezende Faria, Walter Bruno de Oliveira Minucci, Joval Alves Soares Junior e Maxwell Alves Ramos

A história do homem é marcada por uma busca cada vez mais acentuada de entender o mundo e a si mesmo. A Fé é o caminho pelo qual entendemos nossa história, enquanto alguns no transcorrer da história humana recorreram a razão, ou seja, a ciência.

A Fé está baseada em duas situações: “nas coisas que se esperam” e, principalmente, “naquelas que não se veem” (Hebreus 11:1), um universo que é eterno e imaterial, ao que denominamos de Obra Redentora. Enquanto a ciência trata de um universo de coisas criadas, ao que denominamos Obra Criadora, que são necessárias e úteis para a vida do homem.

Enquanto as referências científicas mudam, sujeitas as incertezas do tempo do homem na Obra Criadora, o Senhor Deus se apresenta como imutável e se consolida como o “refúgio seguro” (Salmo 46:1), principalmente em tempos de tantas tribulações. A Bíblia é plena de citações apontando para o lugar de segurança de Deus para o homem, como um “esconderijo” e um “lugar de descanso” (Salmo 91:1).

Antes da pandemia, os fiéis da Igreja Maranata se reuniam diariamente para ouvirem a palavra e louvarem a Deus. (Arquivo pessoal/Walter Bruno).

A Fé se estabelece como fundamento para ligar o homem do universo criador ao universo redentor, através da operação do Espírito Santo. Essa Fé pode hoje ser estabelecida na vida do homem, sem desprezar a criação, mas firmada na Obra Redentora por meio do autor e consumador da Fé, o Senhor Jesus, com o único propósito de resgatar o homem para uma eternidade com Deus.

Na Obra Redentora, Jesus oferece à alma do homem uma eternidade de paz, segurança e amor, referência pautada única e exclusivamente na Fé. Uma Fé que perde seu valor quando é materializada. Estamos vivendo um cenário em que cada vez mais a Fé tem menos espaço.

Neste momento profético em que a Igreja se prepara para a sua partida para a Eternidade com Deus, torna patente a necessidade de uma reflexão pessoal sobre em que, ou em quem, a Fé de muitos tem estado firmada, qual tem sido o referencial para sua Fé?

Maranata, O Senhor Jesus vem!

 

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