Servidores da Polícia Civil de Lagoa da Prata e Santo Antônio do Monte entram em greve

Servidores da Polícia Civil de Lagoa da Prata e Santo Antônio do Monte entram em greve

Delegacia de Lagoa da Prata

Os policiais civis  de Lagoa da Prata, Santo Antônio do Monte, Divinópolis, Abaeté, Cláudio, Pará de Minas e Formiga iniciaram nesta segunda-feira (20) uma paralisação por tempo indeterminado. A categoria trabalha em escala mínima de 30% do efetivo para executar atividades como produção de registro de ocorrências, serviços relacionados a documentos de identificação, vistorias e emplacamentos veiculares, além de exames de habilitação.

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Segundo o presidente licenciado do Sindicato dos Policiais Civis (SindPol), Denilson Martins, a classe reivindica uma equiparação salarial dos investigadores (R$ 4.098) com a remuneração dos peritos (R$ 8.100), e dos vencimentos dos delegados (R$ 11.900) com os dos defensores públicos (R$ 18.000). Além disso, o sindicato também cobra que o governo dobre o salário dos profissionais do administrativo que hoje recebem R$1.000 e que o governo nomeie os excedentes da Polícia Civil.

Neste primeiro dia de greve, os representantes do Sindpol vão tentar negociar com o governo do Estado a inclusão das reivindicações no texto da reforma administrativa que está em andamento na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Na parte da tarde, está agendado um encontro com o líder do governo, Durval Ângelo (PT).

Veja o comunicado da Sindipol/MG:

O Sindpol/MG comunica que por decisão em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da categoria, a Polícia Civil está em greve desde o dia 20/06/2016, por tempo indeterminado, com atendimento de apenas 30% dos serviços nas delegacias e demais departamentos que integram a Instituição.
Conheça a nossa pauta de reivindicação e faça parte da nossa luta
• Isonomia remuneratória de escrivães e investigadores com peritos criminais e médicos legistas;
• Isonomia remuneratória de delegados (filiados) com defensores públicos;
• Reestruturação da matriz remuneratória dos administrativos e do quadro geral dos cargos e carreiras da Polícia Civil;
• Recomposição dos quadros de efetivo da Instituição, com a convocação dos excedentes dos concursos que estão dentro do prazo de validade e abertura de novos certames, para diminuir a sobrecarga de trabalho dos policiais civis e melhorar na qualidade de atendimento à população;
Informação à sociedade
A Polícia Civil quer prestar o melhor atendimento à sociedade, mas por falta de efetivo os policiais civis estão sofrendo devido à sobrecarga de trabalho, o que prejudica a saúde dos mesmos. Atualmente a Polícia Civil conta com 9 mil policiais na ativa (isso nos 853 municípios de Minas Gerais), sendo que, de acordo com a Lei Orgânica da Instituição (LOPC 129/2013), deveríamos ter um efetivo de 18 mil policiais na ativa.
O baixo efetivo impede a rápida resposta ao crime, lembrando que a Polícia Civil é especialista em investigação, por ser Polícia Judiciária. Quando a ostensividade e repreensão falha o delito acontece, e é neste momento que a Polícia Civil precisa atuar.
Lutamos também por melhores condições de trabalho e remuneração condizente aos nossos cargos. Contamos com o apoio de toda a sociedade na nossa luta.

*Com informações do Jornal O Tempo.

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