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Sepultamento de corpo não identificado comove moradores de Lagoa da Prata

Cerimônia chamou a atenção dos moradores pelo cuidado e carinho empregados nos cuidados com o corpo encontrado na cidade.

A Funerária São Francisco, do Grupo Minasprev, realizou no dia 27 de fevereiro o velório de um corpo não identificado encontrado na cidade. O carinho e o preparo empregados no tratamento do corpo de um homem dado como indigente, ainda que sem familiares e conhecidos para velá-lo, chamou a atenção de muitas pessoas que presenciaram a situação. 

A funcionária pública Ana Lúcia dos Santos foi uma das pessoas que perceberam esses cuidados e elogiou os funcionários da Funerária São Francisco pela iniciativa. “Quero parabenizar pelo carinho e atenção que eles deram ao corpo da pessoa encontrada. Foi tratado com muito respeito. Achei muito bonito o modo que arrumaram o corpo. Se fosse uma outra funerária qualquer, arrumaria de qualquer jeito, já que provavelmente ninguém apareceria para vê-lo. A gente que tem família, tem que pensar em todo mundo, porque pode acontecer com o parente nosso também”, comentou. 

Ana Lúcia dos Santos (Foto: arquivo pessoal)

De acordo com o diretor da Funerária São Francisco, Thiago Cândido da Silva, o homem, cuja causa da morte ainda está sob investigação, faleceu em Lagoa da Prata e não teve a procura da família ou identificação. Mesmo assim, a equipe se preocupou em realizar o atendimento com bastante zelo e em preservar a dignidade do falecido – ou seja, um atendimento funerário humanizado. 

Procuramos mostrar o respeito ao corpo, que esse corpo teve uma história e uma família, por mais que os familiares sejam desconhecidos o mínimo que pode ser feito é um tratamento digno”, afirmou o diretor. 

No caso da morte de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade socioeconômica, como a desse homem, a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Assistência Social, arca com as despesas do velório e do sepultamento. Os valores que o Município destina a esses serviços são estabelecidos por meio de licitação, na qual a concorrência se dá pelo menor preço. Ou seja, os valores que o serviço público custeia neste serviço são muito inferiores aos valores praticados pelas funerárias nos sepultamentos particulares.

De acordo com Thiago, nesses casos é comum ver situações em que as funerárias fazem o serviço sem qualquer valor afetivo, sem qualquer cuidado com o corpo não identificado da pessoa que faleceu, que é sepultado como indigente. “Como eu disse, para nós esse corpo tem uma história, tem uma família e merece todos os cuidados para que tenha um sepultamento digno. É uma vida que se encerrou”.

Thiago Cândido da Silva (Foto: arquivo pessoal)

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