S.O.S. completa 50 anos de atuação em Lagoa da Prata

S.O.S. completa 50 anos de atuação em Lagoa da Prata

Entidade comemorou meio século de atuação em Lagoa da Prata (Foto: Arquivo/SOS)

No dia 30 de julho o Serviço de Obras Sociais (S.O.S) de Lagoa da Prata irá celebrar Bodas de Ouro. A história do S.O.S teve início com os trabalhos da missionária holandesa Maria Tereza Winters, em abril de 1968, quando ela veio para descansar em Lagoa da Prata depois de tantos anos de serviços prestados em diversas cidades. Seu repouso era interrompido a todo instante pela campainha da casa, pois sempre alguém estava pedindo alguma coisa. Incomodada com a situação dos carentes, ela resolveu fundar a casa, que hoje atende 83 idosos. Naquela época, a missionária disse ter ficado impressionada com tantos pedintes e começou a questionar o que ela poderia fazer pelo povo. Conquistou vários amigos e amigas e contou-lhes sobre seu projeto, e todos se prontificaram em ajudar. Depois de várias reuniões, foi criado o S.O.S e escolhida a primeira presidente, a senhora Alda de Castro. Com a diretoria formada, começaram a trabalhar arrecadando cobertores, roupas e alimentos para distribuir a quem necessitasse.

O INÍCIO

A história do S.O.S teve início com os trabalhos da missionária holandesa Maria Tereza Winters, em abril de 1968 (Foto: Arquivo/SOS)

A diretoria procurou o prefeito da época, Fausto Rezende, que ouviu e deu o seu apoio e buscaram ajuda também com o Sr. Otaviano e sua esposa Isabel de Castro, e o casal doou o terreno para a construção de um ambulatório. Começaram a surgir as doações e também mais voluntários para ajudar nas obras. Maria Tereza tinha experiência, era dinâmica, tinha formação em enfermagem, e, apesar da idade avançada, era incansável. Otaviano liderava a construção e o galpão ficou pronto, simples e bem repartido para ambulatório médico, distribuição de alimentos, palestras educativas para pessoas que recebiam os alimentos e para as mães que tinham filhos menores. Exigente, Winters cobrava de todos o cartão de vacinas em dia e ajudou a combater a desnutrição das crianças, acompanhando o peso e a higiene. Nesta época, chegaram mais amigas holandesas para ajudar com os clubes de mães, clubinhos de crianças nos bairros, onde incentivava o plantio de hortas e trabalhos manuais para gerar renda.

CRIAÇÃO DO “NOSSO LAR”

A construção crescia, e a equipe de sindicância em suas visitas notava a falta de um local para abrigar os idosos acamados, pois seus familiares saiam para o trabalho e não tinham ninguém para lhes dar um copo de água. Em 1973, surgiu o “Nosso Lar”, abrigando idosos e pessoas que precisavam de cuidados. Com a ajuda do voluntariado, o S.O.S foi crescendo, ministrou cursos para gestantes, eletricistas, bombeiros, corte e costura, bordados, pintura, tricô, crochê e culinária, onde a promoção humana era o alvo principal. Quando o setor de Assistência Social da prefeitura passou a oferecer os mesmos serviços, o S.O.S então priorizou o atendimento aos idosos. Maria Teresa Winters registrou, de próprio punho, todos os fatos que culminaram com a criação do S.O.S, e o Jornal Cidade teve acesso a esses documentos. A visualização está disponível no site www.jornalcidademg.com.br junto com a matéria.

Em 1973, surgiu o “Nosso Lar”, abrigando idosos e pessoas que precisavam de cuidados (Foto: Arquivo/SOS)

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