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Professores da rede municipal de Arcos entram em greve nesta segunda-feira (21)

Classe reivindica que o Executivo siga o Piso Salarial Profissional Nacional. Com o reajuste, o piso da categoria será de R$ 3.845,63, para 40 horas semanais, proporcional à carga horária de 30 horas.

Após várias tentativas frustradas de negociação, os professores da rede municipal de Arcos entraram em greve nesta segunda-feira (21). Nesta manhã, escolas e creches do município exibiram  faixas explicando aos pais sobre os motivos da paralisação. 

A categoria protesta contra o salário atual, que ignora o piso salarial instituído pela Lei Federal 11.738/2008. O novo valor do Piso Salarial Profissional Nacional para os profissionais do magistério público da Educação Básica, assinado pelo presidente da república, Jair Bolsonaro, no início de fevereiro, é de R$ 3.845,63 para 40 horas semanais. Como os professores de Arcos trabalham apenas 30 horas durante a semana, a classe espera que o valor seja pago proporcionalmente. 

No dia 15 de fevereiro, o secretário municipal da Fazenda, Cleomar Geraldo, explicou ao Jornal da Vida os motivos que levaram a Prefeitura a negar o aumento. 

“A questão da aplicação do piso do magistério, fizemos um estudo do impacto financeiro/orçamentário. Acredito que a maioria das pessoas tem conhecimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, que limita o gasto com pessoal.  Segundo o impacto,  aplicando o piso a Prefeitura excede o limite prudencial e quase atinge os 54%, limite máximo permitido pela LRF. Outro fato é que o impacto foi elaborado  considerando a arrecadação prevista. Fato que pode não ocorrer, e complicando os percentuais.  Então de forma prudente e responsável vamos atender as recomendações da Confederação Nacional dos Municípios e aguardar”, explicou. 

As reinvindicações dos professores de Arcos ganharam relevância nas ruas e nas redes sociais da cidade. Na última quinta-feira (17), uma carreata organizada pela categoria percorreu algumas das principais ruas do município. Nesta segunda-feira (21), professoras vestidas de preto, em luto pela educação, se reuniram na “Praça do Vivi” para uma manifestação pacífica, que terminou na Casa de Cultura. 

De acordo com a Prefeitura de Arcos, há previsão de uma reunião entre o Sindicato e o Executivo nesta quarta-feira (24). 

Nas redes sociais, o prefeito Claudenir José de Melo, conhecido popularmete como “Professor Baiano” se manifestou sobre o assunto. 

“Sou a favor do reajuste do piso? Como Professor, a resposta é sim, [mas] com minhas responsabilidades de prefeito de terceiro mandato precisamos buscar a possibilidade de aplicação do reajuste sem comprometer os salários dos outros funcionários públicos do município; Investimentos na saúde,  que com a implantação da UTI e tratamentos da covid ultrapassam a casa das dezenas de milhões. A Lei de Responsabilidade Fiscal que não permite que se gaste mais de 54% com folha de pagamento.”, comentou o Professor Baiano. 

Além disso, foi mencionado que os professores e todo o funcionalismo receberão no dia 28 um reajuste de 10,06% no salário e 25% no ticket alimentação. 

“Uma coisa é certa não podemos deixar nossos alunos sem aula, principalmente, depois de 2 anos de pandemia. Sou adepto do diálogo, recentemente me reuni com as pessoas ligadas a eventos e festas, que também fizeram carreata. Peço aos professores que amanhã (22) dêem suas aulas normalmente. Aqueles que não puderem atender nosso pedido saibam que farão muita falta”, finalizou. 

 

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