Perto de completar 106 anos, Dona Eva é uma das mulheres mais antigas de Lagoa da Prata

Perto de completar 106 anos, Dona Eva é uma das mulheres mais antigas de Lagoa da Prata

Lúcida, inteligente, que ama uma prosa e que coloca sua fé acima de tudo, dona Eva é uma das mulheres mais antigas de Lagoa da Prata e, mesmo com todas as dificuldades e com o pouco que tem, demonstra a todo momento muita felicidade e amor pela vida.

Por: Matheus Costa

Já parou para pensar como era Lagoa da Prata há 106 anos atrás? Ou como 1914 está distante de 2020? Pois é! Eva Maria da Silva compreende bem estas mudanças, e vem acompanhando todas as transformações dos séculos XX e XXI. Nascida em 29 de janeiro de 1914, a simpática senhorinha completa 106 primaveras no final deste mês. Lúcida, inteligente, que ama uma prosa e que coloca sua fé acima de tudo, dona Eva é uma das mulheres mais antigas de Lagoa da Prata e, mesmo com todas as dificuldades e com o pouco que tem, demonstra a todo momento muita felicidade e amor pela vida.

A redação do Jornal Cidade fez uma visita à Dona Eva, que mora em uma pequena casa no Bairro Industrial. O que mais chamou atenção foi que a primeira coisa que ela fez foi orar, agradecendo a Deus pela redação estar visitando-a.

“Eu sei que foi Deus que trouxe vocês aqui, por isso estou agradecendo a Ele”, ela dizia feliz da vida.

Natural da cidade de Almenara, no Vale do Jequitinhonha, dona Eva mudou-se para Lagoa da Prata há, aproximadamente, quarenta anos, depois que seus parentes começaram a ter fortes doenças nos pulmões e foram buscar melhores tratamentos em Belo Horizonte. Como tinham conhecidos em Lagoa da Prata e a cidade estava próxima da capital, resolveram mudar para cá, onde continuou seu trabalho como parteira e benzedeira por muito tempo.

“Graças a Deus quando eu caí aqui em Lagoa todo mundo sarou, os que estavam magrinhos engordaram e todos foram estudar”, contou.

Dona Eva contou também que o terreno em que ela e a filha moram foi doação do ex-prefeito Lucas Antônio de Resende, mais conhecido como Lucão. A casa foi levantada com ajuda da população.

Mulher de muitas lutas

Ela teve cinco filhos, sendo quatro mulheres e um homem que, infelizmente, morreu aos oito anos de idade e, segundo ela, nunca descobriram a causa. Uma das filhas também nasceu prematura e não aguentou. Agora, são três mulheres, sendo que duas moram bem perto e Ana Maria Silva que mora com dona Eva, e sofre de epilepsia e diabetes, e é a mãe já com a idade muito avançada quem cuida dela. O esposo de dona Eva faleceu quando ainda moravam em Almenara.

“Mas acredito que tudo é propósito de Deus. Apesar de tudo, sou muito alegre aqui no meu conforto. Foi milagre de Deus mesmo que me trouxe pra cá, com um povo bondoso que me ajuda”.

Felicidade, amor e disposição

Foi emocionante ver uma senhora de 105 anos que tem tão pouco e que necessita de doações para viver ser tão feliz com a vida e ter a disposição de uma pessoa jovem. Em momento algum, dona Eva reclamou do lugar onde vive, da cama que dorme juntamente com a filha ou da geladeira vazia. Muito pelo contrário, ela simplesmente agradecia o tempo todo pelo que tem.

Com dona Eva, o Jornal Cidade aprendeu que não é necessário coisas materiais para ser feliz. Um lugar para morar, cama para dormir, alimentação para o corpo, viver com fé e perto de quem você ama já é o suficiente.

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