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Prefeitura e hospital de Lagoa da Prata esclarecem suspensão de contrato para leitos de covid-19

Ainda, foi informado que a decisão da Fundação São Carlos não ser mais referência para pacientes com sintomas respiratórios foi tomada pela gestão do Estado, a partir de critérios técnicos.

A Fundação São Carlos e a secretária de Saúde de Lagoa da Prata, Margarete Borges de Lacerda Dias, esclareceram nesta sexta-feira (7), um mal-entendido a respeito dos convênios mantidos entre Hospital e Prefeitura. Parte considerável desse desentendimento se deve a um vídeo, amplamente divulgado nas redes sociais, falando que a Prefeitura não renovou a parceria com a Fundação para o ano de 2022 e que, por este motivo, os pacientes precisavam ser transferidos para Arcos, caso necessitassem de atendimento.

Em contato com o Jornal Cidade, a Fundação São Carlos comunicou que no ano passado foi firmado o contrato 164/2021, entre hospital e Prefeitura, porque os leitos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) eram insuficientes para atender a alta demanda de casos de covid-19, sendo necessária, conforme visão do prefeito, a contratação de mais leitos ambulatoriais.

Danielle Saraiva Vilela, gerente do hospital, explicou que estes leitos nunca foram de internação, já que eles apenas supriam uma necessidade específica da UPA, funcionando como uma espécie de “extensão” da unidade que, por seu caráter de urgência e emergência, não realiza internações.

Segunda ela, como os números da covid-19 caíram, o contrato foi suspenso, já que a própria UPA consegue oferecer o número de leitos necessários para o cenário atual e que, conforme determinação do Estado, o Hospital São Carlos não é mais referência para casos da pandemia.

Atualmente, há três convênios em vigência da Prefeitura com o Hospital São Carlos: para cirurgias gerais, para ortopedia e para sobreaviso.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais do prefeito de Lagoa da Prata, Di Gianne Nunes, foi esclarecido que a cidade deixou de ser referência obedecendo aos critérios estabelecidos pelo Estado, que analisou a quantidade de pacientes internados e de novos casos, determinando que a Fundação São Carlos atenderia pacientes de outras clínicas e retornaria à realização de cirurgias eletivas, enquanto a cidade de Arcos receberia as internações por covid-19.

“Nós esclarecemos que esta foi uma política do Estado, não foi do município e muito menos da instituição São Carlos”, afirmou Paula que faz parte do corpo técnico do Hospital.

Margarete Borges, secretária de Saúde, em ofício, ressaltou que os leitos são pactuados com o Estado e que Arcos e Bom Despacho são as  atuais referências da microrregião. Desta forma, todas as internações são obrigatoriamente transferidas para tais municípios, independente se o município contratar com a Fundação São Carlos leitos de retaguarda. 

“Com a desmobilização dos leitos Covid no Hospital São Carlos aumenta-se assim os leitos de clínicas, o que possibilita o atendimento de outras patologias e demandas que também são graves e em maior demanda hoje que covid”, afirmou a secretária.

A respeito da nova onda de casos de covid, Margarete salientou que, embora tenha aumentado os casos de covid-19 na cidade,  as vacinações têm cumprido o objetivo de reduzir a gravidade destes casos positivados, sendo que a quantidade de pessoas que necessitam de internação, agora, é muito baixa.

“Esclarecemos que a nossa microrregião está com apenas 20% de ocupação de leitos e que a Secretaria Municipal de Saúde está acompanhando atentamente a evolução dos casos de covid-19 e principalmente de internações no município. E, se houver qualquer mudança e agravamento no cenário, não mediremos esforços para realizar novo contrato de leitos de covid com a Fundação São Carlos”, finalizou. 

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