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Ponte do rio Jacaré continua interditada e segue registrando acidentes

No local, também foram colocadas pedras de calcário como forma de sinalização temporária, mas que ainda permanecem lá, causando acidentes.

Interditada desde 30 de dezembro, a ponte do rio Jacaré, entre Lagoa da Prata e Moema, tem causado transtornos por quem precisa trafegar pelo local. O Departamento de Estrada e Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) interrompeu o tráfego das duas pistas da ponte sobre o rio Jacaré, localizada na MG-170, Km 24,8, no trecho Córrego Santa Luzia – Rio Jacaré, perímetro urbano de Lagoa da Prata, quando detectou uma fadiga na estrutura, que recebia tráfego diário médio de 800 veículos, entre pesados e leves.

(Foto: Robson Morais/Lagoadaprata.com)

 

(Imagem extraída de vídeo feito por Robson Morais / divulgação)

 

De lá para cá, muitas pessoas tiveram suas rotinas alteradas, chegando o local a ser vandalizado. No dia 6 de janeiro, a reportagem do Jornal Cidade esteve no local e constatou que a barreira metálica fixada pelo DER-MG havia sido danificada, deixando uma pequena abertura que permitia a passagem de veículos pequenos. Na mesma data, o DER-MG ainda não tinha conhecimento dessa situação.

No local, também foram colocadas pedras de calcário como forma de sinalização temporária, mas que ainda permanecem lá, causando acidentes. Poucas horas depois da interdição, na noite de 31 de dezembro, um veículo Pálio Weekend, que transportava um grupo de pastores evangélicos da cidade de Divinópolis, se chocou contra essa mesma barreira de pedras. As vítimas foram levadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e liberadas na manhã seguinte. No dia 3 de janeiro, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foi acionado às 21h29 para o atendimento de um outro acidente de carro sobre a ponte do Rio Jacaré. No local, a Unidade de Suporte Básico (USB) encontrou uma mulher, de 42 anos, consciente, com escoriações no nariz e se queixando de falta de ar. Após os primeiros cuidados, ela foi encaminhada para a UPA de Lagoa da Prata. No dia 16 de janeiro, em um vídeo divulgado nas redes é sociais é possível ver a colisão de um veículo contra a barreira de pedras de calcário que precede a barreira metálica. Não há informação oficial sobre o estado de saúde dos passageiros. Contudo, esse já é o terceiro acidente que ocorre no local, mesmo após a troca de sinalização e do bloqueio total.

A ponte, que já tinha o tráfego restrito à 24 toneladas, era monitorada pelo DER-MG. Para orientação dos motoristas, placas foram instaladas. A ação de vândalos promoveu também a retirada das placas.

O desrespeito à restrição de peso permitia que caminhões com cargas de 60 toneladas utilizassem diariamente a ponte.

Para restabelecer o tráfego da ponte sobre o rio Jacaré, está sendo feita uma avaliação técnica para indicar qual a solução a ser adotada. Técnicos do DER-MG já estão com estudos preliminares em andamento para recuperação da estrutura. A execução dos serviços dependerá das condições climáticas favoráveis e da disponibilidade de recursos, conforme explica o DER-MG.

A reportagem do Jornal Cidade buscou informações sobre sinalizações, principalmente no que tange barreiras, junto ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Segundo o órgão, A sinalização horizontal temporária tem a finalidade básica de ordenar o fluxo de tráfego, canalizar e orientar os condutores e pedestres de modo a aumentar a segurança e fluidez do tráfego. No manual do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), não se fala especificamente sobre a utilização de pedras como barreira de tráfego, porém, fica explícito que o material utilizado em sinalização horizontal provisória deve ser retrorrefletivo para proporcionar melhor visibilidade noturna. Também fica claro que, os dispositivos delimitadores horizontais devem ser balizador, balizador de ponte, viaduto, túnel, barreira e Defensa (como é o caso da que foi colocada no local), tacha, tachão e cilindro delimitador. Além das placas, pode-se ter painel eletrônico móvel e/ou painel com seta luminosa; tambor etc.

Sobre a Sinalização Vertical de Advertência Temporária, tem por finalidade advertir os usuários, com antecedência, sobre alterações ocorridas na via em decorrência de obra, serviço, ou outras situações temporárias previstas. Essa sinalização deve ser utilizada criteriosamente, pois o excesso de sinais de advertência pode ter efeito contrário ao desejado, confundindo o motorista ou provocando desatenção, com consequente desrespeito aos dispositivos, cabendo à engenharia de tráfego decidir sobre quais os sinais de advertência devem ser implantados em cada caso.

Detalhes completos você pode acessar no site do DER.

Rotas alternativas

Os veículos com destino a Arcos e Lagoa da Prata, a partir da rodovia BR-262, poderão ser realizados por meio das rodovias MG-164, MG-429, LMG-891, BR-354 ou BR-262 e BR-354, uma vez que a interdição da ponte implicará na restrição total do tráfego no km 24,8 da MG-170, em ambos os sentido.

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