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Polícia abre inquérito para apurar explosão de pólvora que feriu primos em Lagoa da Prata

As vítimas foram socorridas de helicóptero para o Hospital João XXIII (foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
As crianças de 11 e 12 anos seguem internadas no Hospital João XXIII. Uma delas está em estado grave

A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as causas de uma explosão que feriu duas crianças de 11 e 12 anos na tarde de quinta-feira em um depósito que guardava materiais para a produção de fogos experimentais em uma fazenda localizada no Bairro Martin Guimarães, em Lagoa da Prata, na divisa com o município de Santo Antônio do Monte, Região Centro-Oeste de Minas Gerais. Os primos seguem internados no Hospital João XXIII, um deles em estado grave.

Os menores sofreram queimaduras graves. Segundo relatos do pai de Eduardo Rodrigues Costa, de 12, o filho e o primo dele, João Pedro Alves, de 11, brincavam em um barracão onde estavam guardadas espoletas para fazer bombas experimentais. Durante a tarde, a mulher dele ouviu um grande estouro e o chamou para verificar o que era. Quando chegou ao local, avistou os dois garotos caídos no chão com queimaduras.

Os primos foram levados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santo Antônio do Monte. Por causa do estado de saúde delas, foram transferidos em helicóptero dos bombeiros para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII j(HPS), na capital. De acordo com a assessoria de imprensa da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), o estado de saúde de Eduardo continua grave. Ele sofreu queimaduras intensas e permanece na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). O estado de saúde de João Pedro é estável. Ele segue internado no ambulatório do hospital.

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar (PM), o pai de uma das crianças é funcionário de uma distribuidora de fogos de artifício. O chefe dele, segundo a PM, informou que tinha conhecimento do armazenamento dos sacos com as espoletas há um ano. De acordo com o homem, o material é produto de devolução e estava no local para ser destruído.

O caso será investigado pela delegacia de Lagoa da Prata. Segundo a Polícia Civil, o delegado vai aguardar o resultado da perícia para se pronunciar sobre a situação.

Por: Estado de Minas

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