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Pediatra fala sobre a volta às aulas e cuidados diários que deverão ser intensificados

Ele ainda explicou que o prejuízo é muito maior quando as crianças estão fora da escola. Porém, foi claro ao enfatizar que algumas coisas devem ser cobradas para garantir a segurança dos filhos nas escolas.

A volta às salas de aulas tem deixado alguns pais inseguros diante do período acentuado de contaminação por covid-19 e suas variantes. Por outro lado, outros pais afirmam que a volta irá assegurar boa parte da sua mental das crianças e defendem que as escolas são seguras. Mas o que dizem os especialistas? O Jornal Cidade conversou com o pediatra Geraldo Thadeu, que explicou que destacou que há vários estudos que apontaram que o ambiente escolar não é um ambiente de “supercontágio” da covid-19.

“A gente tem que ressaltar que não é um local que oferece, vamos dizer, um bônus no quesito contágio da covid-19, mas os pais também devem entender a importância de coisas simples, como é a vacinação dos filhos em dia. Todos já sabem os cuidados que devemos tomar, estamos com dois anos de pandemia; quem não faz é por não querer mesmo. Lavem as mãos, ensinem às crianças que isso é tão importante quanto beber água, com criança tudo deve ser repetido até se tornar hábito; e usem máscara.

Ele ainda explicou que o prejuízo é muito maior quando as crianças estão fora da escola.

“O distanciamento da sala de aula e dos amigos trazem outros grandes e às vezes permanentes problemas, como a depressão, ansiedade e até mesmo transtornos alimentares como a obesidade. O retorno é muito importante para saúde mental e física das crianças, o tempo perdido não vai ser recuperado, mas daqui para frente vive outro cenário, não é o começo da pandemia, que não tinha vacinação e não conhecia a doença, a gente sabe como o vírus se comporta”, orientou.

Porém, o médico foi claro ao enfatizar que algumas coisas devem ser cobradas para garantir a segurança dos filhos.

“As escolas privadas já são mais cobradas naturalmente e a maioria já está preparada. Já nas públicas algumas condições para a voltas das crianças devem ser mínimas como a organização para manter o distanciamento; garantir que as crianças com mais de 2 anos estejam de máscaras; garantir equipamento de proteção para os funcionários da escola. Cobrar a higienização da escola, das dependências depois de cada aula, e a higienização da mão das crianças com água, sabão e papel toalha. Isso tem que ter em todas as escolas. É um absurdo pensar que não exista isso atualmente. Mas, se garantirmos essas condições que são absurdamente básicas, com organização, dá para reabrir e fazer com que essas crianças tenham um ambiente escolar para ficar”.

O médico ainda falou sobre pais que questionam a abertura de bares, restaurantes e igrejas, por exemplo, e as escolas estarem voltando a pouco tempo.

“A resposta embora pareça complexa, é simples. Vejamos, são ambientes diferentes, as crianças vão para as escolas quase todos os dias da semana. Bar, lanchonete e afins a gente frequenta, normalmente, uma vez por semana. Há uma espécie de obrigatoriedade, então vejo uma diferença básica entre a liberdade de decidir um almoço, uma saída, e a formação educacional e o futuro da criança, uma decisão mais complexa”, enfatizou.

 

 

 

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