“No fim das contas, somos nós que ficamos presos”, afirma empresária sobre furtos em Lagoa da Prata

“No fim das contas, somos nós que ficamos presos”, afirma empresária sobre furtos em Lagoa da Prata

Comerciantes da cidade têm sofrido com a onda de furtos e roubos na cidade e, um deles pretende se mobilizar com a ACE/CDL da cidade para promover uma ação de segurança para os empresários.

Karine Pires

Os comerciantes lagopratenses têm enfrentado o medo e a insegurança de serem furtados ou roubados em Lagoa da Prata. Os crimes têm sido recorrentes na cidade, fator que gera não só preocupação aos empresários, mas também aos funcionários, que buscam sobreviver com a crise que a pandemia da Covid-19 trouxe para a economia do país.

Um dos casos mais recentes aconteceu na loja Lupo e, de acordo com a proprietária Ana Luiza de Castro Ribeiro, o prejuízo foi de cerca de R$1.200. A porta da loja foi destruída e, até o momento em que ela conversou com a nossa reportagem, foi colocado uma espécie de tapume no lugar da porta de vidro — que foi quebrada com a invasão dos autores do furto. A quantia levada foi de cerca de R$ 200 e, com a invasão na loja, um móvel também foi danificado. “Percebi que a criminalidade aumentou muito durante esses anos. E a gente sabe que essas pessoas que estão fazendo isso, parecem ser as mesmas, parece que já foram presas uma vez e foram soltos, então não resolve. No fim das contas somos nós que ficamos presos, e agora sim eu fico receosa pelas lojas”, comenta Ana Luíza.

Há um mês a loja Mix Variedades também teve prejuízos em dinheiro, além da porta de vidro ter sido quebrada, conforme informado por Talita Furtado, proprietária do local e que também foi testemunha do furto na loja Lupo. O mesmo crime também aconteceu recentemente na loja Serafine, onde o gerente e vendedor da loja, Gustavo Antoni contou que tiveram produtos e também o vidro do estabelecimento quebrado.

Ana Luiza, informou que ao menos dez lojas da cidade foram furtadas. A equipe de reportagem tentou localizar as lojas e entrar em contato, no entanto, algumas como Luiza Baby, não quiseram se pronunciar sobre o assunto. A loja Real Magazine, também foi contatada, mas não se pronunciou até o fechamento desta matéria.

O que diz a Polícia Militar

O Jornal Cidade conversou com a Polícia Militar por meio do tenente Harley Costa, que informou que nos últimos três meses foram feitas sete prisões de autores de furto, mas afirmou que o que dificulta que os autores continuem presos é a legislação brasileira, que caso falte um requisito dentre os necessários da prisão, o autor é solto. O tenente também informou que a polícia está fazendo operações para localizar este tipo de crime e que tem feito as prisões caso haja necessidade. Inclusive, na última semana ocorreu a operação natalina em Lagoa da Prata, que tem o intuito de aumentar o policiamento ostensivo, especialmente nas áreas onde há maior concentração de pessoas, para prevenir e evitar ocorrências de furtos e roubos. A operação também aconteceu em outras cidades do Centro-Oeste Mineiro.

Ação em conjunto para combater os crimes

Netwise

A ACE/CDL de Lagoa da Prata tentou promover o projeto de segurança dos comerciantes da cidade. A instituição informou que foram colhidas várias assinaturas e que foram entregues ao Conselho de Segurança Pública (Consep) da cidade, mas não tiveram retorno sobre o assunto. Até o fechamento desta reportagem o órgão não se manifestou a respeito. O presidente da ACE/CDL, José Raimundo de Rezende, se reuniu com representantes da Polícia Militar e Polícia Civil para solicitar um reforço na vigilância. Ana Luíza de Castro Ribeiro informou à redação que ela e o sócio e marido, Vinícius César Silva, proprietários da loja Lupo e associados da ACE/CDL, entraram em contato com associação para que haja uma reunião com os lojistas da cidade sobre o assunto.

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