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Moema também registra alta infestação do Aedes

A cidade vizinha chegou à escala de 10.5 no último levantamento. O número é pouco mais que o de Lagoa da Prata, que apresentou seu maior índice (10.0), no mês passado

Assim como Lagoa da Prata, que registrou o índice 10.0 de infestação do mosquito Aedes Aegypti, a situação no município de Moema também é preocupante.

No último Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa), realizado em janeiro deste ano, o índice chegou a 10,5 de infestação. Até o final de janeiro, o município teve 25 casos notificados e 15 confirmados em relação à dengue.

O LIRAa é realizado três vezes ao ano nas datas estipuladas pela Superintendência Regional de Saúde.

OPERAÇÕES DE COMBATE

Para minimizar ou até mesmo extinguir os mosquitos, a prefeitura municipal, por meio da Secretaria de Saúde, tem realizado diversas operações de combate, como explica Iara Andalécio Costa, secretária de saúde do município: “Além das diversas ações durante o ano passado, em setembro foi realizado um grande mutirão preventivo, em parceria com a Secretaria de Educação.

No mês passado, as ações foram intensificadas, sendo feito um mutirão de limpeza em toda a cidade. Além disso, foram feitas diversas campanhas de conscientização em sites e redes sociais, bem como anúncios em veículo”.

Iara também disse que o município contratou mais cinco servidores para auxiliarem no combate. “No dia 9 de fevereiro aconteceu a ação Operação Pente Fino – Moema contra Dengue, em que todos os servidores da prefeitura concentraram esforços para eliminar os focos existentes. Resumidamente, a ação se deu da seguinte maneira: a cidade foi dividida em seis grandes áreas, e os servidores divididos em seis grupos, cada um responsável por um local. Eles levaram um saco de lixo para recolher os possíveis materiais que acumulam água e um checklist educativo, foram batendo de casa em casa, recolhendo o material e/ou lixo encontrado e ensinando o morador como preencher o checklist. O papel possui instruções de como eliminar os focos de dengue. Concomitantemente, os servidores mapearam as zonas críticas que requerem uma intervenção mais especializada e maquinário para eliminar o excesso de lixo”, relatou.

Além disso, no dia 20 de fevereiro, a Superintendência, através do Coordenador Magno, compareceu no município de Moema para o treinamento e manejo dos agentes para o uso de UBV Costal (fumacê); que será aplicado em todo o território de Moema. A secretária ainda explicou como acontece o trabalho dos agentes: “Eles realizam vistoria em residências, depósitos, terrenos baldios e estabelecimentos comerciais para buscar focos endêmicos. Fazem uma inspeção cuidadosa em caixas d’água, calhas e telhados, aplicam larvicidas e inseticidas quando necessário, além de dar orientações quanto sobre prevenção.

POPULAÇÃO MAIS CONSCIENTE

A parceria com a população é extremamente importante na guerra contra o mosquito. “Somente com a união de todos é que poderemos impedir a sua proliferação”, reforça Iara. “É sabido que 90% dos focos estão dentro das residências. Portanto, é necessário que as pessoas recebam bem a equipe de Vigilância e auxiliem no tratamento diário, cuidando das suas casas para evitar os focos”.

O USO DE REPELENTES

Iara ainda destacou que é muito importante o uso de repelente por todas as pessoas, inclusive, as que estiverem doentes, para que um mosquito não contaminado venha a lhe picar e se contamine para passar o vírus. “Nós sempre orientamos sobre isso quando vamos realizar o bloqueio. O bloqueio acontece quando surge uma pessoa com suspeita de dengue e é realizado uma notificação. Diante desta notificação, a equipe da vigilância epidemiológica realiza o bloqueio na residência.

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