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Médico fala sobre a persistência de sintomas da covid-19 em pacientes recuperados

Estudo identificou que cerca de 37% dos infectados pela covid-19 continuam apresentando pelo menos um dos sintomas da doença mesmo depois de 3 meses.

João Alves


Não é novidade que a covid-19 tem se mostrado um quebra-cabeça altamente complexo para cientistas e profissionais da saúde em todo mundo. Após quase 2 anos desde o primeiro caso identificado, a doença ainda gera questionamentos sobre a evolução do vírus, o impacto ambiental da pandemia e até mesmo sobre a sua origem. Outra pergunta que tem incomodado a comunidade científica mundial trata dos efeitos a longo prazo da covid-19.

É normal sentir algo meses após ter se recuperado da covid?

Recentemente, um estudo realizado pela Universidade de Oxford (Reino Unido), identificou que cerca de 37% dos pacientes que tiveram contato com a doença, ou seja, mais de 1/3 (um terço) dos infectados, continuam apresentando pelo menos um dos sintomas mesmo depois de 3 a 6 meses. Para esse estudo, mais de 270 mil pessoas em recuperação foram observadas e quase 100 se queixaram do que os especialistas começam a chamar de “Síndrome pós-covid” ou “covid longa”.

Dentre os sintomas observados pela pesquisa, os mais comuns foram fadiga, problemas respiratórios, dor generalizada e ansiedade. Os estudiosos verificaram que homens e idosos apresentaram mais dificuldades respiratórias e problemas cognitivos (sintomas de demência parecidos com a Síndrome de Alzheimer), enquanto jovens e mulheres se queixavam de dores de cabeça, incômodo na região abdominal e sofrimento mental.

O Jornal Cidade realizou uma reportagem sobre o tema em Junho deste ano. Na ocasião, o médico local Túlio Azevedo explicou que o paciente, mesmo após se recuperar da fase mais crítica da infecção, ainda enfrenta dificuldades para voltar ao estado normal de saúde.

“Já atendi pacientes que voltaram do pós-covid com sintomas que se tornam crônicos por meses, como fadiga, falta de ar, dores de cabeça, dores musculares, queda de cabelo, perda de paladar e olfato (temporária ou duradoura), dor no peito, tontura, tromboses, palpitações, depressão e ansiedade, e dificuldades de linguagem, raciocínio e memória…Temos certeza que a infecção está longe de ser apenas uma questão localizada e passageira. Há repercussões prolongadas em vários órgãos”.

Vacinas são a solução

Outro estudo recente, desta vez publicado pelo periódico britânico The Lancet, mostrou que as vacinas reduzem em 50% as chances do paciente desenvolver sintomas relacionados à covid-19 longate, o caminho para. Esta é uma das várias pesquisas que apontam que, embora o fim da pandemia ainda esteja distan este desfecho certamente acontecerá pela vacinação em massa. O YouTube, inclusive, anunciou que pretende aumentar suas restrições a conteúdos contrários à vacinação e não só as notícias falsas sobre o tema. A medida, entre outros motivos, foi incitada pela estagnação da imunização dos americanos, que está na faixa dos 50% já há algumas semanas.

Leia a cobertura completa do Jornal Cidade sobre a pandemia da covid-19 no Centro-Oeste de Minas no editorial Saúde: Clique aqui

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