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Médica faz alerta sobre aumento de casos de covid-19 e cuidados que devem ser tomados nessa época

No inverno, é comum que doenças advindas de vírus, como a gripe, resfriados e até mesmo a covid-19, acometam com mais facilidade os seres humanos.

Por mais de dois anos, a covid-19 impôs medo à muita gente; medo de se contaminar, de não resistir e de disseminar o vírus. Com a chegada da vacina, veio um alívio, não no quesito contrair o vírus, mas na resposta do organismo imunizado. Com a chegada do inverno e a liberação do não-uso de máscaras também em ambientes fechados, a disseminação de vírus ganhou espaço, não somente a covid-19, mas gripes e resfriados.

A reportagem do Jornal Cidade fez um levantamento para saber como andam os números nas cidades da região. Em Formiga, de 14 a 20 de maio o município registrou 55 casos. Em Japaraíba, no dia 23 de maio foram registrados 7 casos; Em Santo Antônio do Monte, no dia 24 de maio foram registrados 13 casos, todos em isolamento. Em Lagoa da Prata, no dia 25 de maio foram 27 casos e 119 notificados. Em Arcos, no dia 25 de maio foram registrados 20 casos, sendo 297 monitorados. Moema até esta data é a única cidade que não possui registros.

Para entender mais sobre o assunto, conversamos com a médica infectologista, Adriana Cunha, que falou sobre o aumento de casos de covid-19 e outras doenças respiratórias, bem como os motivos dessa alta.

“Considerando as estatísticas publicadas, o número de casos de Covid notificados vem crescendo desde início de maio em todo estado. É um comportamento que já podia ser esperado, uma vez que as doenças respiratórias como a gripe, os resfriados, todas costumam aumentar nesta época do ano. Imagino ainda, que o número de casos seja ainda maior do que temos visto. Depois de tanto tempo, como os casos estão sendo leves e as pessoas já conhecem mais os sinais de alerta, elas não buscam serviços de saúde, fazem testes nas farmácias e laboratórios que não são notificados à secretaria de saúde, ou nem fazem mais testes”.

Médica pós-graduada em infectologia Adiana Cunha. (Foto: Adriana Cunha / Arquivo pessoal).

A época mais fria é um dos fatores que, combinados com a ausência de cuidados, tornam os seres humanos mais suscetíveis aos vírus.

“Com o frio, mantemos as janelas fechadas, diminuímos de forma importante a ventilação nos meios de transporte, nas casas, nas escolas. Além disto, com a queda da temperatura, as vias aéreas ficam mais sensíveis, aumentando as crises de asma e bronquite, facilitando a infecção por vírus e bactérias. Por esta razão, a exposição fica maior e sem a obrigatoriedade de máscaras a transmissão aumenta de forma importante”.

A médica ainda falou sobre a importância de usar máscaras em ambientes fechados, principalmente, neste período.

“É claro que estão todos cansados do uso de máscara, mas é extremamente recomendável que as medidas que vínhamos adotando desde o início da pandemia sejam retomadas. Acredito que o uso de máscaras, pelo menos em ambientes fechados, seria muito bem-vinda, pelo menos até o fim do inverno. É um pequeno passo atrás, mas que pode evitar uma piora significativa do cenário atual”.

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