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LIRAa aponta risco de epidemia por arboviroses em Arcos

Levantamento foi realizado do dia 24 a 28 de Janeiro e reacende a preocupação quanto a falta de cuidados da população em combater o mosquito Aedes Aegypti.

O primeiro Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes Aegypti (LIRAa) de 2022 traz preocupações quanto ao índice obtido no munícipio de Arcos. Realizado do dia 24 a 28 de janeiro, a cidade atingiu a marca de 10,0%. O preconizado pelo Ministério da Saúde é que o índice esteja menor que 1%, para que não haja risco de uma epidemia. (conforme tabela abaixo).

A primeira amostra do LIRAa de 2022, mostra que o índice de janeiro, subiu, aproximadamente, 3 pontos percentuais em relação ao levamento de outubro. O quadro abaixo mostra o comparativo das últimas 4 amostras.

O Levantamento vistoriou 1.115 imóveis entre residência, comércio, terrenos baldios e de acordo com os dados apresentados, um fator continua predominante; a grande parte dos focos estão localizados nas residências, no intradomiciliar e no peridomiciliar.

Cerca de 80% dos focos são encontrados em locais habitados, onde teoricamente basta o morador aplicar as ações de prevenção para “quebrar” o ciclo evolutivo do mosquito.

Para o Coordenador do Cento de Controle da Vigilância Ambiental, Tiago Carvalhoa cada levantamento o cenário muda muito pouco.

“Mais uma vez o LIRAa retrata onde as ações do Controle Vetorial devem ser intensificas. As residências são na sua maioria, o maior problema no combate ao mosquito. Elas são responsáveis por cerca de 80 % dos focos do mosquito. O que chama a atenção é que a maioria dos recipientes positivos são de fácil acesso e controle do próprio morador, bastando apenas praticar as ações de eliminação e aplicar os 10 minutos por semana, para evitar com que ele e a sua família sejam acometidos pelas complicações provocadas pelo contato com as doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti e num cenário mais complexo, a morte de algum ente querido. Iremos intensificar os trabalhos nas áreas com maiores indicadores e monitorar semanalmente os números de casos que venham a ser notificado.

O Levantamento aponta dados que enfatiza bem o clamor do coordenador. O maior número de focos encontrados é em criadouros do tipo “B”. (Grupo B – Depósitos móveis – vasos / frascos com água, prato, garrafas, pingadeira, recipientes de degelo em geladeiras, bebedouros em geral, pequenas fontes ornamentais, materiais em depósitos de construção (sanitários estocados). Esses criadouros são depósitos móveis, de fácil remoção e/ou tratamento, eles representam 44,8% dos totais de criadouros encontrados no levantamento.

Para a realização do LIRAa a cidade é dividida em três regiões, denominas “Estratos”. No quadro abaixo é possível identificar o resultado parcial dos 3 estratos como o do município no geral.

Observe que os bairros que correspondem ao Estrato I, o índice de infestação predial foi ainda maior que o geral do Município. Outro fator que deve ser analisado e índice de breteu (IP) que ficou em 14,6%. Esse número mostra o grande poder de dispersão vetorial do mosquito, o que significa que, em apenas em um único imóvel, foi possível encontrar de 3 até 9 focos positivos.

Distribuição do índice de infestação predial (IIP) por Estrato. Arcos, de 24 a 28 de Janeiro de 2022.

 

Distribuição do percentual de depósitos predominantes. Município de Arcos, de 24 a 28 de janeiro de 2022.

A Secretaria Municipal de Saúde informa que estamos iniciando o período de maior circulação viral, os números de casos notificados suspeitos por Arbovírus, aumentou significantemente em todo o Estado de Minas Gerais, após as chuvas de verão,  por isso é necessário que a população fique atenta aos sintomas das arboviroses e caso apresente pelos menos dois dos sintomas abaixo, com ausência de sinais gripais,( Sinais Gripais – Ala Covid / Santa Casa), procure imediatamente os PSFs e o Hospital Municipal São José para atendimento e solicite a sua notificação.

São através das notificações que a Secretaria Municipal de Saúde, toma conhecimento da circulação viral e coloca em pratica todo um trabalho em conjunto para conter a propagação dessas doenças. Por isso é muito importante que um paciente ao ser diagnosticado pelas arboviroses, exija a notificação. Essa medida vale para laboratórios e para a rede pública e particular, mesmo estando o paciente em consulta ou tratamento em outro domicilio.

Um Boletim Epidemiológico será publicado semanalmente pela Secretaria Municipal de Saúde. Nele será possível identificar as áreas que necessitam de maiores cuidados e será possível montar um cronograma de ações para evitar uma epidemia no município. Esse boletim tem por finalidade informar toda a rede de saúde pública e privada para dar ciência do quadro epidemiológico do município e a população, para que cada morador conheça a situação do seu bairro e do município num todo.

A secretária municipal de Saúde, Adalgisa Borges, reforça a necessidade de combate e prevenção ao vetor Aedes aegypti. “A forma mais eficiente e econômica para conter o mosquito da dengue é não deixar água parada. Se tirarmos 10 minutos por semana para verificar o nosso domicílio é o suficiente para cumprirmos o nosso dever de cidadãos conscientes”.

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