Lions Clube oferece exames gratuitos para prevenir o câncer de próstata

Lions Clube oferece exames gratuitos para prevenir o câncer de próstata

Imagem ilustrativa; Reprodução/Internet

No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tumor de próstata é o segundo mais comum entre homens – ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma – e, anualmente, são diagnosticados cerca de 70 mil novos casos no país. A fim de alertar o público masculino sobre a importância do autocuidado em saúde, e chamar a atenção dos governantes sobre a necessidade de priorizar políticas públicas voltadas à saúde do homem, foi criado o Novembro Azul. Neste mês então, várias ações de conscientização e prevenção são intensificadas em todo o país. Aqui em Lagoa da Prata, o Lions Clube Belchior Joaquim Neto, em parceria com as secretarias de Saúde e Assistência Social, está doando cerca de 200 exames a homens com idade acima de 50 anos.

De acordo com presidente do Lions Clube, Benildo Torres, as amostras de sangue para o teste do Antígeno Prostático Específico (PSA) estão sendo colhidas ao longo de todo o mês de novembro. A última coleta vai acontecer na próxima quarta-feira (28). “Estamos oferecendo a homens com mais de 50 anos de nossa comunidade, principalmente aqueles que não podem pagá-lo, um número limitado de exames de PSA total e livre, que estão sendo realizadas no Instituto Hermes Pardini em Belo Horizonte.”

A coleta está acontecendo no Instituto Municipal Análises Clínicas (IMAC), que fica na rua Cirilo Maciel número 32. Para fazer o exame é preciso seguir algumas recomendações, como explica Benildo: “Somente aqueles que preencherem um formulário que está na última página do folheto que distribuímos pela cidade, e receberem um cartão indicando o dia da coleta do sangue irão efetivamente fazê-la”, informa.

É a primeira vez que o Lions promove esta campanha, e, para realizá-la, foi preciso unir forças “Quando o planejamento estava pronto, procurei o secretário de Saúde para expor o plano e ver se a secretaria poderia nos ajudar, principalmente cedendo espaço adequado para a coleta de sangue, o que foi resolvido. Na ocasião, ele nos informou de uma demanda reprimida para se fazer o exame de PSA. Há uma procura acima da disponibilidade que ele pode dispor. Assim, disponibilizei dez exames para cada PSF, ficando a divulgação e a escolha com eles. Estamos contando com a colaboração da pasta de Assistência Social, ambas estão ajudando a divulgar, distribuindo folhetos e recolhendo os preenchidos, além de nos ofertar espaço para realização da coleta de sangue. Todas as farmácias e algumas entidades religiosas , também estão nos ajudando”, destaca

A DOENÇA

Andrey Soares é médico oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO) e alerta de que casos familiares de pai ou irmão com câncer de próstata, antes do 60 anos de idade, podem aumentar o risco em até dez vezes em relação à população em geral. “A neoplasia afeta somente os homens, já que é uma glândula que faz parte exclusivamente do aparelho  reprodutor masculino.  Parentes de primeiro grau com tumor de próstata, em idade jovem são fatores de risco. Em alguns casos, apesar de discutível, a má alimentação pode ser um fator que aumenta as chances da doença se desenvolver”, explica.

Por ser difícil de ser diagnosticado, é recomendável que homens a partir de 50 anos (e 45 anos para quem tem histórico da doença na família) façam o exame clínico (toque retal) e o PSA  anualmente para rastrear o aparecimento da doença. “O PSA é uma proteína específica produzida pelas células da glândula (presente apenas em homens) e cuja taxa, em média, deve ser de quatro nanogramas por mililitro. Uma alteração deste valor para números mais elevados, um aumento muito rápido entre duas medidas, ou até mesmo valores menores, porém em pacientes jovens e com próstata pequena, pode ser um indicativo do câncer e é importante aliado para a detecção da condição em sua fase inicial, quando ainda é assintomática. Quando estas alterações aparecem e há uma suspeita da doença no organismo do homem, é indicada uma biópsia através de ultrassonografia transretal para a confirmação do diagnóstico”, orienta o oncologista.

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