Justiça expede liminar contra demolição do Centro de Eventos em Moema

Justiça expede liminar contra demolição do Centro de Eventos em Moema

A Prefeitura de Moema pretende construir uma escola no terreno onde hoje está instalada a praça de eventos, na região central da cidade. A administração municipal argumenta que os galpões serão transferidos para o parque de exposição e que a área é utilizada poucas vezes durante o ano. A iniciativa não convenceu quatro vereadores, que fizeram um abaixo-assinado entre os moradores e conseguiram na justiça, no dia 14, uma liminar impedindo a demolição da estrutura no centro de eventos. Os parlamentares Fernando José Cardoso, Célio Vieira da Silva, Rafael Bárbara Filho e Adriana Aparecida Gontijo posicionaram contrários à iniciativa do governo e afirmam que o município possui outros terrenos para construir a escola, não sendo necessário acabar com a praça de eventos, construída na administração anterior. Caso  ocorra o descumprimento da decisão expedida pelo juiz João Batista Simeão da Silva, o valor  fixado da multa diária de R$ 10 mil.

O vereador Fernando José Cardoso alegou estar sendo cobrado pela população e procurou a redação do Jornal Cidade para esclarecer o que tem  acontecido no município. De acordo com Cardoso, o projeto de implantação da escola foi aprovado por unanimidade, porém, o local é que gerou a polêmica. “Quando a administração nos apresentou o projeto, ele foi muito bem vindo, só que não apresentaram o local. Até aí tudo bem. Mas depois, quando vimos, eu e mais três vereadores ficamos contra”, destacou o vereador.

Vereador Fernando José Cardoso
Vereador Fernando José Cardoso

Fernando ainda destacou que a obra que a praça de eventos custou para o município cerca de R$ 300 mil e que não seria justo se desfazer desse valor. “Não se pode simplesmente destruir uma obra nova para construir outra, a não ser que se tenha bons motivos. Nós sugerimos alguns locais para o prefeito, porém foi em vão. Não somos contra a construção da escola, nós queremos é que não se derrube uma obra recém inaugurada para construir uma nova, a menos que se tenha uma justificativa plausível”, afirmou.

A prefeitura tenta reverter a decisão judicial em terceira  instância.

 

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