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Juliano Rossi – Vereador coloca em dúvida avaliações das imobiliárias de Lagoa da Prata

Natinho e Cida Marcelino solicitaram a contratação de um perito para avaliar terrenos que o município pretende permutar, mas foram derrotados pela maioria na Câmara

Está em tramitação na Câmara Municipal de Lagoa da Prata um projeto de lei que autoriza o município a permutar (trocar) um terreno de 6.000 metros quadrados, localizado às margens da rodovia MG- 170, no bairro Chico Miranda, por um imóvel construído em um terreno de 400 metros quadrados na rua Bela Vista. Três imobiliárias fizeram a avaliação dos imóveis em questão, mas os vereadores Fortunato do Couto (Natinho) e Cida Marcelino, por meio do requerimento 109/2015, pediram à presidência da Câmara que contratasse um perito avaliador que não estivesse vínculo com as empresas da cidade. O requerimento foi rejeitado por 5 votos a 3.

O vereador argumenta que o projeto de permuta do Executivo não especifica como o terreno doado será utilizado e ressalta que o imóvel é de propriedade particular. Mas de acordo com o prefeito Paulo Teodoro e os vereadores que rejeitaram o requerimento, a área às margens da rodovia será utilizada pela empresa para a construção de um centro de distribuição da Pharlab que poderá gerar mais empregos e rendas ao município. E o imóvel que seria doado em contrapartida, de acordo com prefeito Paulo Teodoro, irá abrigar serviços de saúde e diminuir os gastos o aluguel.

Natinho colocou em dúvida as avaliações feitas pelas imobiliárias de Lagoa da Prata. “Essa avaliação (de um perito) é muito importante até para sabermos como estão as avaliações feitas pelas imobiliárias da cidade, se estão certas ou se não estão certas”, afirmou o vereador.

A co-autora do requerimento corroborou o pedido do colega. “Está certo, vai dar empregos para a população, mas vai gerar ganhos para a Pharlab. O que quero é que a Câmara traga um perito de valor para avaliação”.

A presidente da Câmara, vereadora Quelli Couto, apesar de não votar, declarou-se favorável ao requerimento. “Se vai gerar emprego, ótimo! Não sabemos o valor dos imóveis. Pedimos o profissional da área que nos mostre se os valores são condizentes. E se for constatado, ninguém tem nada contra à Pharlab expandir para lá e gerar empregos”.

VEREADORES DISCORDAM

Os vereadores apresentaram vários pontos de vistas sobre o requerimento. Paulo Roberto argumentou sobre o incentivo à geração de empregos. “Se o negócio é feito para poder gerar emprego e renda através da construção de um centro de distribuição da Pharlab, ótimo. Acho até que o município deveria doar o terreno à empresa”.

O vereador Di-Gianne também seguiu a mesma linha de posicionamento. “Se desse um lote para a Pharlab gerar empregos não haveria questionamentos. Então porque a permuta gera questionamentos?”.

Já o vereador Adriano Moreira argumentou que sempre que a Câmara exigiu novas avaliações, estas apresentaram os mesmos resultados. “Pedi no outro mandato e já pedi nesse. E o resultado deu no mesmo. São três imobiliárias muito com mais de 20 anos de experiência”, afirmou.

O parlamentar Edmar Nunes defendeu o histórico das imobiliárias locais. “As imobiliárias que fizeram a avaliação foram a JO Imóveis, BR e RCA que avaliaram. A Dra. Janaina, da RCA, é advogada e tem curso de perito imobiliário. Quer dizer que o curso dela não tem validade? Aquela permuta vai acabar com três aluguéis que a prefeitura paga atualmente”, argumentou.

Juliano Rossi é jornalista, músico e escritor. Atualmente, dirige e edita o Jornal da Cidade.
Juliano Rossi é jornalista, músico e escritor. Atualmente, dirige e edita o Jornal da Cidade.

 

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