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Jornal Cidade e Sou Mais Lagoa, em parceria com o Grupo Minasprev, apresentam a série “Eu Venci a Covid-19”

O Brasil já ultrapassa a marca de 15.494.071 pessoas recuperadas da covid-19, conforme dados coletados até o dia 31 de maio. Um número que deixou aliviadas milhares de famílias no país. Em Lagoa da Prata, dos 5735 casos confirmados, 5265 já estão recuperados. Para mostrar como a cura da covid-19 pode ser realidade, mas que a doença deve ser tratada com muita seriedade, o Jornal Cidade e o Sou Mais Lagoa, em parceria com o Grupo Minasprev, lançaram a série especial “Eu Venci a Covid-19”.

A chegada da nova e temida pandemia, que faz vítimas a cada minuto, trouxe profundas reflexões no mundo todo. E a mesma nação que hoje chora os seus mortos e se solidariza com aqueles que perdem pessoas queridas, também agradece pela vida dos que sobreviveram ao desconhecido. Na série “Eu Venci a Covid-19”, você vai conhecer histórias reais dos soldados que venceram a árdua batalha contra a incerteza, e ler depoimentos de pacientes e familiares trazem à tona histórias de luta, medo e superação.

“O meu resultado positivo foi no dia 3 de março, mas já estava com os sintomas há alguns dias. Os meus primeiros sintomas foram dor no corpo e dor de garganta. Quando peguei o resultado tive preocupação, foram 34 dias de internação no Hospital São Carlos, dos 34, 29 foram dentro da Unidade de Terapia Intensiva (CTI). Foi muito difícil, o quadro era gravíssimo e o médico dizia para a minha família que a chance de eu sobreviver era em média 50%, o quadro era muito grave! Dentro da UTI peguei três novas infecções e foi um processo muito difícil, precisei ficar muitos dias intubado.
Elton Geraldo Teixeira, 45 anos, morador de Japaraíba.


“Foi tão difícil o processo pra nós da família, ainda mais diante de uma situação tão nova, que é a covid, onde os médicos não podem dar segurança pra gente. Uma equipe excelente do Hospital São Carlos, que falava pra gente rezar porque tudo dependia da reação do organismo dele. Pra nossa família tudo parou durante esse tempo em que ele estava na UTI. A gente não conseguia trabalhar, não conseguia focar em mais nada, passava todos os dias à espera do boletim da tarde. Nesse momento, a única coisa que a gente tem para se apegar é à fé. Não dá pra descrever o tamanho do sofrimento, não dá. Ele estava trabalhando em Palmas, ele é rifeiro e lá ele pegou o vírus. Teve que ser transportado pra Lagoa da Prata. Em Palmas, o sistema já havia entrado em colapso, ele estava em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), e estava aguardando leito. A gente vendo que não tinha jeito e que ele ia morrer mesmo lá, conseguimos trazer ele de lá. Foi preciso de uma UTI aérea, conseguimos uma vaga e horas após ele já foi intubado. A gente nunca pensa que vai acontecer com a gente e quando acontece tudo muda, é muito difícil mesmo”.
Cíntia Lopes, irmã de Elton Geraldo Teixeira

“Fiquei cerca de quatro dias na Unidade de Terapia Intensiva e tive alta no dia 8 de abril. Não sei como peguei [covid-19], quase não saio de casa e morro de medo. Acreditem nessa doença, porque passei trabalho na UTI”.
Wilson de Lima, de 60 anos, foi internado no dia 18 de março, no Hospital Santa Lúcia em Divinópolis.

“Para mim, foi mais tranquilo, graças a Deus, mas quando recebi o resultado positivo foi um choque, pois tenho um filho pequeno, o teste dele deu negativo e ficamos prevenindo para ele não pegar. Depois de ter passado por isso, peço para as pessoas terem mais consciência. Se sentiu algum sintoma, mesmo que leve e se não tiver como fazer o exame, evite ter contato com as outras pessoas porque eu passei bem, mas minha mãe ficou pior”.
Adriana Silva, de 35 anos.

“Quando ela foi para a UTI, foi um susto para todos nós. Ela ficou no oxigênio e a saturação dela estava bem baixa. Graças a Deus ela conseguiu vencer [a covid-19] e já ganhou alta, mas ainda está um pouco fraca, não consegue caminhar muito. Agora, ela pede para as pessoas evitarem as aglomerações para que tudo fique bem”.

A mãe de Adriana Silva, Maria das Graças Silva, tem 70 anos e ficou 16 dias internada e passou cinco dias na UTI. De acordo com Adriana, a mãe foi internada no mesmo dia que testou positivo devido à falta de ar.

“Antes de eu ser diagnosticado com a covid-19 não acreditava na doença, fazia pequenos encontros para descontrair com algumas pessoas conhecidas. Quando menos esperava, comecei a ter sintomas no dia 12 de março. Procurei o médico no dia 14 de março e fiz o teste, que deu positivo. Daí, vim embora para casa, pois os sintomas eram leves, cumpri a quarentena e no dia 23 de março passei mal em casa com falta de ar e febre. Procurei o Hospital São Carlos, no qual fui bem atendido, e o médico me pediu uma tomografia, onde foi constatado que meus pulmões já estavam 40% comprometidos. Fiquei internado e já fui para o oxigênio, depois de dois dias, fui para o Centro de Terapia Intensiva (CTI), onde fiquei e fui intubado no dia 3 de abril. Me disseram que eu ficaria no mínimo 14 dias, pois meu estado de saúde tinha se agravado. Minha irmã e amigas começaram a rezar por mim e no dia 6 de abril fui extubado e de lá para cá, só tive melhoras. Tive alta no dia 15 de abril, mas ainda estou me recuperando em casa. apenas com os familiares que moram comigo. Vivi momentos muito difíceis naquele hospital. Dias de muito medo de morrer, de desespero; de achar que eu não venceria essa doença. As orientações do médico após a alta era para nos cuidarmos, usar máscara, álcool em gel e alimentar-se bem. Gostaria de falar para as pessoas que essa doença não é brincadeira, pelo contrário, é muito séria e precisamos nos cuidar. Todos nós estamos sujeitos a contrair o vírus, mas nem todos podem ter a graça de ficar como eu, sem nenhuma sequela”.
Anderson José Ribeiro, 46 anos, Lagoa da Prata

“A princípio foi um susto, a oxigenação dele estava muito baixa e os médicos acharam melhor interná-lo, pois teve 40% do pulmão comprometido por causa da covid. Lembrando que tem a possibilidade de ele ter sido infectado pela cepa nova, pois ele apresentou os sintomas num domingo, começou a ser tratado, e na sexta-feira quando ele já tinha terminado os antibióticos, ele começou com uma tosse, domingo veio a falta de ar e ele teve que ser internado. Eles não podem ter acompanhante, não podem ter visitas, o paciente fica sozinho e isso é muito ruim tanto para a família, quanto para o paciente. O telefone nos ajudou muito até certo ponto; só que o quadro do meu tio foi se agravando, agravando e ele foi para o semi-intensivo. Isso já foi um propósito de Deus na vida dele, pois ele vinha obtendo um quadro febril, não obtendo melhoras. Um dia depois dessa transferência ele precisou ir para o CTI. Como sou farmacêutica, eu sabia que o CTI para ele seria um excelente passo na recuperação, pois a assistência seria mais de perto, por causa da febre e a oscilação da oxigenação. Os médicos ficaram tentando e tentando combater a infecção, usando antibióticos, mas aí veio o grande susto, que foi a intubação, e graças a Deus que teve leito para ele. Ele não conseguia mais respirar sozinho, para nós da família foi um baque. Ele não conseguia mais segurar o telefone para falar com a gente, ele não conseguia falar e aí passamos a ter notícias dele através da assistente social do hospital, que agradeço imensamente. Mas aquilo me dava um desespero enorme, pois a gente esperava o dia para ter uma notícia dele. A gente ficava com o coração na mão o tempo todo. Tínhamos medo de um número diferente ligar e recebermos uma notícia que não queríamos. A covid é uma montanha-russa, os médicos falam isso, dizem que é uma doença traiçoeira e que ao mesmo tempo que o paciente está bem, ele cai, o sistema imunológico deprime muito. Só quem passa para saber”.
Talita Garcia, sobrinha de Anderson José Ribeiro, que ficou internado no Hospital São Carlos por aproximadamente 30 dias.

“Durante sete dias senti muitas dores, fiquei de cama. Acredito que tenha pego no trabalho, onde três pessoas também pegaram. Eu e meu esposo nos isolamos para não passarmos para nossos filhos, mas o mais velho acabou pegando. Felizmente, ele ficou assintomático. Não precisei internar, mas tive muita dor de cabeça, nas costas, pernas e braços. Nasci de novo, pois achei que ia morrer quando infectei, mas graças a Deus, me recuperei. Não digo curei, pois corro risco de pegar a doença novamente, mas sigo recuperada! Meu marido cuidou de mim e quando estava em processo de recuperação tive que cuidar dele, que teve até pneumonia. Com todos os cuidados ainda pegamos.”
Thais Gomes Ferreira, 29 anos

“Graças a Deus eu fui uma das privilegiadas que conseguiu passar bem por esse terrível vírus. Iniciei meus sintomas dia 20 de abril e testei positivo no dia 22.
Nos dois primeiros dias de sintomas eu senti leves dores de cabeça, coriza e bastante espirros. Não cheguei a sentir febre ou dores pelo corpo, mas senti dor nos olhos e perda do olfato e paladar. Até hoje, sigo com o olfato comprometido. Graças a Deus venci!”
Géssica Oliveira, 30 anos.

“Estava internada por colecistite já há 13 dias e então, comecei a sentir sintomas diferentes do meu diagnóstico, como garganta arranhando, suadeira fria e a não sentir gosto de nada.
O hospital estava no ápice de internações por covid-19 e eu, muito preocupada com os sintomas, pedi para fazer o teste. No dia 17 de março foi colhido o exame e testei positivo para covid-19.
Infelizmente, todo o andar que eu estava contraiu o vírus. Eu, que já ia ganhar alta, desci para o segundo andar para tratar a doença, ficando hospitalizada por mais sete dias. Foi feito raio x do pulmão, onde apenas 15% estava comprometido. Com isso tudo, até hoje, após dois meses, meu psicológico ainda não está bom devido ao que vivi e presenciei no hospital todos esses dias. Meu paladar nunca mais foi o mesmo.
Que a população se conscientize, pois esse vírus não é brincadeira, não.
Marilene Generoso, 36 anos.

 

“Desde o início da pandemia, meu maior medo era ser contaminada, pois sempre tive muitos problemas de saúde. No entanto, ao contrair o vírus, me surpreendi com minha recuperação. Foram quatro dias internada e o restante da quarentena em casa. Me curei e a única sequela foi o trauma de ver outros pacientes em situações muito piores que a minha no hospital. Até que a vacina alcance toda a população, se puderem, fiquem em casa”
Maria Aparecida Silva Oliveira, 64 anos.

A pandemia levou e segue levando muitas vidas, o que, nos deixa muito tristes e solidários às milhares de famílias que hoje choram por seus entes queridos. Mas a gente tem que seguir cuidando, tomando todos os cuidados, e acreditando que dias melhores virão. Para trazer um alento às muitas famílias que hoje lutam contra esse vírus e também mostrar histórias de superação, a série “Curados da covid-19”, nos mostrou o quanto a fé é importante e o quanto somos vulneráveis. Por isso, se cuide por você e pelos seus.

As equipes do Jornal Cidade e Sou Mais Lagoa, em parceria com a Minasprev, se solidariza a todos que perderam familiares; e a todos que venceram o coronavírus!

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