HPV: começa segunda etapa de vacinação contra o vírus

HPV: começa segunda etapa de vacinação contra o vírus

Foto: Reprodução/Internet

O Ministério da Saúde (MS) iniciou uma campanha de vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV), e a expectativa é vacinar 20,6 milhões de crianças e adolescentes no país. São 9,7 milhões de meninas de 9 a 14 anos e 10,8 milhões de meninos de 11 a 14 anos, que devem ir aos postos de vacinação para receberem a primeira dose ou o reforço. A campanha começou no dia 4 de setembro, e em Lagoa da Prata, dos 1.500 adolescentes previstos, menos de 20% foram vacinados.

Segundo a enfermeira e responsável pela Central de Imunização da Secretaria de Saúde de Lagoa da Prata, Margarete Borges de Lacerda Dias, alguns pais e responsáveis têm apresentado resistência em vacinar meninos e meninas contra o HPV. “A procura está muito baixa e, geralmente, fazemos vacinação em escolas para alcançar mais pessoas”, conta a servidora, lembrando que o serviço está disponível gratuitamente: “Uma vez que o adolescente chega à unidade com o cartão de vacina em mãos ele é vacinado. Esta é uma vacina muito importante, eficaz, com raros efeitos adversos, e está disponível em todos os PSF’s e na Policlínica II. Ela protege contra vários tipos de câncer dentre eles colo de útero e pênis”, enfatiza.

De acordo com o Ministério da Saúde, o objetivo é que no futuro o país tenha a primeira geração livre do HPV. para que isso se torne possível, a vacina contra o vírus entrou para o calendário de vacinação brasileiro há cinco anos. Porém, a taxa de cobertura vacinal do público-alvo nunca passou dos 50%. Buscando mudar essa realidade, o órgão intensificou a divulgação da segunda temporada de vacinação em 2018, e está tentando falar a “língua” do público-alvo com um vídeo que faz referências à série Stranger Things da gigante do streaming Netflix.

Muitos pais deixam de imunizar os filhos por medo das possíveis reações. Para a médica infectologista, Ana Rosa dos Santos, as vacinas foram um grande feito do século XX, e cada dia se tornam mais seguras e imunogênicas. “Nenhuma vacina ou medicamento estão isentos de um evento adverso, como chamamos. Pode ser individual ou da vacina. Hoje as vacinas são seguras e geralmente é individual, e esta vacina é bem tolerada”, explicou.

A DOENÇA

O que é HPV? É a sigla em inglês para papilomavírus humano. Ele pode infectar a pele e mucosas e gerar risco de câncer. A maioria das pessoas infectadas pelo HPV não apresenta sintomas aparentes. Existem mais de 150 tipos diferentes de HPV, dos quais 40 podem infectar a região genital e provocar cânceres, como de colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe, e outros podem causar verrugas genitais.

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Diagnóstico: O diagnóstico de uma infecção sem sintomas se faz apenas por exames que mostram a presença do DNA do vírus. O mais que mostram a presença do DNA do vírus. O mais indicado é procurar manifestações como verrugas que podem ser detectadas em homens. e mulheres por meio de exame clínico, já as lesões subclínicas aparecem em exames laboratoriais. O ideal é consultar um médico.

Transmissão: O HPV é um vírus transmitido sexualmente. Como contágio ocorre em contato direto com a pele ou mucosa infectada, não precisa haver penetração (vaginal ou anal) para que uma pessoa seja infectada. Também pode ser transmitido de mãe para filho durante o parto. Tratamento: Não há tratamento específico para eliminar o vírus. As lesões e verrugas podem ser tratadas com laser, eletrocauterização ou outras técnicas. O tratamento é essencial para reduzir a mortalidade na incidência de câncer do colo do útero.

Prevenção: O uso de camisinha é recomendado, mas nem sempre é eficaz na prevenção do HPV, já que a camisinha não cobre todas as áreas que podem ser infectadas. A camisinha feminina é mais eficaz que a masculina. Recomenda-se que as pessoas em idade sexualmente ativa fiquem atentas a possíveis manifestações da doença e realizem exames preventivos com frequência.

FONTE: Ministério da Saúde

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