Pré-candidato à Prefeitura de Arcos é acusado de homofobia e grupo pede por justiça

Pré-candidato à Prefeitura de Arcos é acusado de homofobia e grupo pede por justiça

O caso aconteceu na madrugada de sábado (25) e a vítima sofreu com agressões físicas e verbais.

No último sábado (25), um homem sofreu agressões verbais e físicas de cunho homofóbico em Arcos. A vítima procurou pela Polícia Militar para registrar o boletim de ocorrência alegando ter sido xingado com frases homofóbicas e também que teria sido chutado várias vezes por um homem.

Gustavo Teixeira mostra seu rosto após a agressão. (Foto: Arquivo pessoal).

A vítima, Gustavo Teixeira, alega ter sofrido estas agressões pelo pré-candidato à Prefeitura Municipal do município, Helder Ribeiro.

O suposto agressor publicou um vídeo em sua página nas redes sociais se defendendo das acusações.

Nas imagens captadas pelo circuito de câmeras “Olho Vivo”, que circulam nas redes sociais é possível ver Gustavo se esquivando dos movimentos do agressor, que tenta acertá-lo com murros e chutes. Em outro momento do vídeo, o agressor pega uma cadeira, mas é impedido pelo funcionário do posto de combustível, local do ocorrido.

 

Netwise

 

Veja as imagens registradas pelas câmeras de Olho Vivo:

 

Em suas redes sociais, Helder Ribeiro dos Santos, de 34 anos justifica sua atitude. Ele é pré-candidato a prefeito de Arcos pelo Democracia Cristã (DC).

Apesar de admitir as agressões, ele nega qualquer motivação homofóbica. “Só saí de casa para defender o meu patrimônio durante movimentação suspeita. Sempre farei isso, seja de forma pessoal, em vias de fato, de forma jurídica ou de pedido à polícia”, argumenta no vídeo.

Veja o vídeo:

Independente de posicionamento político, sempre irei defender a Minha Família, meu patrimônio e tudo que se encontrar sob minha responsabilidade! Neste vídeo descrevo o real motivo de ter saído em vias de fato, com o cidadão qual me acusa de atos homofóbico!

Posted by Helder Ribeiro on Monday, July 27, 2020

O Jornal Cidade fez contato com a vítima, que disse que Deus fará a justiça e que repudia o vídeo publicado pelo agressor.

“Conforme boletim divulgado pela Polícia Militar e, em resposta ao vídeo publicado pelo agressor, uma versão completamente falsa e dissimulada. A vítima a todo momento tentou se esquivar, se defender e evitar o confronto. A agressão motivada por homofobia da qual a vítima sofre covardemente, venho a público exibir imagens de uma câmera de segurança. Notem, no exato segundo 0:10 em que o frentista tira uma faca do bolso do agressor, o mesmo está completamente alterado, armado e desequilibrado. Injustificável que um pré-canditado ao cargo de prefeito da nossa cidade tenha atitudes tão cruéis e desumanas. Existem testemunhas reais e a verdade será provada!”.

 

Justiça 

 

Um grupo na cidade pede justiça por Gustavo. “O ocorrido na data de sábado, 25/07, deixou a cidade indignada e sensibilizada com a vítima de agressão. Uma vez que não houve briga, pois a vítima não desferiu nenhum golpe, apenas se defendeu. O fato ocorreu durante a madrugada, onde 3 colegas estavam indo na casa de outro e, ao tocarem o interfone de uma casa ao lado de um posto de combustível na cidade de Arcos não obtiveram êxito. Então estavam deixando o local, quando o agressor apareceu e disse ter ouvido o barulho do interfone de sua residência, que fica aproximadamente 120 metros de distância.

Chegando no local, já partiu para agressão (há vídeos de câmeras de segurança e de vários estabelecimentos adjacentes ao posto), que mostram que dois amigos conseguiram correr, mas a vítima ficou para trás e então foi agredida verbal e fisicamente, ficando com vários hematomas no rosto.

Mesmo Gustavo tendo explicado como ocorreu tudo, mesmo que o agressor tenha postando um vídeo justificando o injustificável, alegando que só queria defender seu patrimônio (a casa onde o interfone foi tocado e só isso, nada além disso, não houve arrombamento ou nada do tipo, está alugada pelo agressor) não justificaria a agressão”, diz a nota divulgada pelo grupo nas redes sociais. 

Um membro do grupo que não quis se identificar, completou dizendo que “mesmo que o agressor tivesse razão, ele acabou quando ele desferiu o primeiro golpe. Apesar de quem tem razão não sai armado de casa pra fazer justiça com as próprias mãos. A responsabilidade de defender o patrimônio é da polícia, não do proprietário do imóvel; sendo assim, e mesmo que nada disso tivesse sido exposto, nada justifica uma pessoa bater na outra. Além do mais, a vítima alega ter sido chamada de “gayzinho” e a mesma frase foi proclamada para os 2 amigos dele por diversas vezes, caracterizando homofobia. Pessoas amigas, conhecidas e mesmo desconhecidas estão apoiando a #JustiçaPorGustavo. A ideia da criação dessa hashtag foi de uma amiga próxima a nós, Maria Carolina, que, assim como eu e vários amigos estão muito tristes e indignados com o ocorrido. Vamos lutar, divulgar e pedir que a justiça seja feita”.

 

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