"Fogo em turfas de Lagoa da Prata ocorrem há décadas", diz ambientalista

“Fogo em turfas de Lagoa da Prata ocorrem há décadas”, diz ambientalista

Turfas na cidade, são localizadas principalmente em áreas que no passado foram drenadas.

(Foto: Gabriel Barbosa).

Lagoa da Prata amanheceu nesta terça-feira (17) com uma intensa fumaça aos arredores da cidade. As queimadas têm ocorrido com frequência na cidade, principalmente na região do Bairro Palmeiras. A ação criminosa de moradores e o tempo seco propiciam o aumento do fogo e por causa disso, também aumentou consideravelmente os atendimentos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em relação a dificuldade respiratória, principalmente em crianças e idosos que sofrem de doenças como asma, bronquite e renite, como contou a enfermeira Iasca Reginalda. Ela atende casos diários de pessoas que sofrem com a fumaça.

No entanto, em Lagoa da Prata, há um problema ainda mais grave que dificulta o trabalho dos brigadistas e militares para apagar os incêndios. Segundo o ambientalista Saulo de Castro, na cidade existem muitas turfas,  que são materiais de origem vegetal, parcialmente decompostos, encontrados em camadas, geralmente em regiões pantanosas e que pegam fogo com facilidade e que começam a queimar debaixo da terra. Em Lagoa, as turfas se encontram principalmente em áreas que eram encharcadas, no qual no passado foram abertos canais de drenagem para secar regiões com lagos e lagoas.

O ambientalista informou que no Bairro Palmeiras, onde tem acontecido com frequência estas queimadas em decorrência das turfas, também teve a situação piorada, já que o local passou por intervenções recentes que secaram ainda mais o terreno, devido a abertura de loteamentos.

Brigadistas e militares estão tendo dificuldades para acabar com o fogo no Bairro Palmeiras. (Foto: Gabriel Barbosa).

Saulo disse ainda que queimadas ocorrentes nas turfas em Lagoa da Prata acontecem há décadas, mas só ganharam notoriedade de uns tempos para cá, pois tem sido assunto em discussões nas redes sociais.

“A melhor forma de resolver o problema é a Prefeitura adquirir o terreno, indenizar os proprietários que são donos legítimos daqueles terrenos. E a partir disso, trabalhar para transformar a área em um parque, fechando os canais de drenagem. Feito isso, consequentemente o terreno voltaria a ser uma área encharcada. Se isso acontecer, não teremos mais problemas com fogo nas turfas e principalmente não teremos o problema da fumaça tóxica que atinge toda a população”, afirmou Saulo.

Com relação ao fogo nas turfas, as queimadas acontecem de forma indiscriminada.

Leia mais: Efeitos das queimadas em Lagoa da Prata já causam danos à saúde da população, diz enfermeira

► DEIXE ABAIXO SEU COMENTÁRIO ◄